segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Em defesa de Pedro Passos Coelho



Não se espantem por este post fazer a defesa de Pedro Passos Coelho. Até os traidores à Pátria têm direito à sua defesa, antes de serem defenestrados como Miguel de Vasconcelos e, não havendo neste país um único cidadão a sair em sua defesa ( não pensem que Gaspar, na hora do aperto, defenda alguém a não ser António Borges) eu cumpro esse dever.
A minha defesa de PPC assenta em dois factos noticiados na semana passada.
O primeiro ocorreu em Bucareste. PPC leu um discurso em inglês e, no período de perguntas e respostas, respondeu a uma pergunta contradizendo aquilo que lera no discurso uns minutos antes.
Ora este facto demonstra que PPC não percebeu o discurso que estava a ler e, muito provavelmente, não saberá inglês, tendo respondido à pergunta que lhe foi colocada com a ajuda de um auricular, através do qual foi recebendo a resposta de um assessor.
Ora, assim sendo, percebe-se que no dia seguinte em Bruxelas não tenha acompanhado as críticas de Espanha e Grécia às medidas de austeridade. Passou ali dois dias, encerrado numa sala, sem perceber patavina do que se estava a passar, logo não podia acompanhar os protestos dos nossos parceiros de desgraça. Em função da sua ignorância, PPC deve ser demitido mas não condenado à morte. Deverá, apenas,ser obrigado a frequentar um curso de inglês intensivo antes de ser deportado para a Coreia do Norte.
Outro argumento em defesa de PPC está relacionado com um episódio ocorrido no último sábado. Em frente a um batalhão de jornalistas, esclareceu que a notícia do “Expresso” sobre as escutas, não tinha qualquer aderência à realidade.
Daqui se infirma que PPC também não sabe falar português o que, de acordo com o texto constitucional, torna a sua eleição nula, por não cumprir os requisitos que um candidato deve preencher.
A ignorância da língua portuguesa deve ser, pois, punida com a simples pena de demissão. Reconheço, no entanto, que tal como  com a licenciatura de Relvas, há uma agravante: PPC mentiu ao país sobre as suas habilitações. Assim, concedo que o Tribunal determine a obrigatoriedade de PPC recolher aos calabouços da PJ, onde será acompanhado por um ex-PIDE condecorado por Cavaco, até ao dia em que aprenda a falar inglês e possa ser deportado. Para a Coreia do Norte.

5 comentários:

  1. Se isto é uma defesa, o que será quando passarmos à acusação!

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  2. Quem tem um amigo destes não morre na cadeia!
    Não sei se resistirá na Coreia do Norte!...

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  3. Carlos
    De acordo com tudo. Mas para quê o Inglês???
    Abraço
    Rodrigo

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  4. Convenceste-me! Em vez de fuzilado no Campo Pequeno é demitido e deportado para a Coreia do Norte. Com ou sem passagem pela pildra... :)

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  5. Para a Coreia do Norte já e em força! Ele, todos os ministros e todos os assessores... (por acaso ouvi aquela calinada da "aderência". Até me doeram as canelas!)

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