segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Veja lá se percebe, Tozé!


O meu problema não se resolve, exigindo aos ricos que paguem mais. Quero é que quem trabalha pague menos e não seja obrigado a dar parte do seu salário às empresas. Aliás, nem os patrões quiseram aceitar esse dinheiro que generosamente PPC lhes ofereceu como gorjeta, na tentativa de comprar o seu silêncio.
O que eu quero é  um governo que não me trate como chinês!
Não quero um PS que se satisfaça com medidas de cosmética orçamental. Exijo aos seus dirigentes que assumam uma ruptura incondicional com o governo e se comportem como catalizadores da revolta popular, ao lado dos outros partidos de esquerda. Nas ruas e nos locais de trabalho.
O que eu quero é um dirigente com voz grossa, capaz de enfrentar "olhos nos olhos"estes miseráveis que nos governam e denunciar o conformismo do PR e a sua conivência com a destruição do país.
O que eu quero é uma esquerda unida na luta contra esta ditadura encapotada, que o PS procure plataformas de entendimento com o BE e o PCP e esqueça a traição daqueles partidos ao país, quando chumbaram o PEC IV.
Neste momento, a situação do país exige que o BE abandone os seus jogos florais de lideranças bicéfalas e que o PCP desça do pedestal de patrão da esquerda em nome do povo que nele ainda confia. Mas exige também um líder do PS que se demarque claramente da política seguida por este governo.

7 comentários:

  1. Olá Carlos,
    Antes de mais agradecer-lhe a participação lá na Pena.

    Depois de muito hesitar resolvi voltar. Penso ter arranjado solução para o problema que me estava a afetar.

    É assim: muito sinceramente já não acredito nos partidos, nestes partidos. E, apesar de não ser economista, uma coisa tenho por certa - não é tirando a quem vive do salário, que a economia se vai revitalizar. Se tem menos dinheiro compra menos. Se se compra menos, quem vende vende menos. Parece-me um ovo como o do Colombo.

    Muito menos cortando em setores sensíveis e determinantes como a saúde e educação. Ou a cortar, que se corte com bom senso. Por vezes utilizamos a estatística da pior forma.

    Mas sou muito descrente com a cambada de políticos que temos, sejam eles quais forem!


    Abraço

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  2. Não é fácil esquecer essa "partidinha"...mas não se pode pactuar com semelhante (des)governo!

    Abraço

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  3. Esquecer traições não é fácil, e a do PEC IV foi de palmatória, todos sabiam que o que aí vinha seria muito pior. Adiante. Em todo caso não se trata de esquecer, trata-se de um imperativo nacional de legítima defesa. Este é um governo de agressão ao serviço dos credores. A chantagem permanente sobre os cidadãos dizendo que é assim ou não há dinheiro, de que o porta-voz Marcelo na sua homilia de domingo reforçou, é absolutamente intolerável. Há no entanto que fazer um pedido complementar à CGTP, de que não se esqueça de que uma central sindical não pode ter o mesmo discurso político que um partido político. Ouvi o Armando Farias este fim de semanana e foi triste perceber a falta de unidade que o discurso dele transmitia, de um sectarismo impróprio para os momentos que vivemos. Como conheço bem o Farias, sei que a culpa não é dele, o tipo não dá mais que aquilo, mas haja alguem bom senso quando escolhem porta-vozes para irem à televisão, que vá alguém com um perfil narrativo mais unitário, senão assustam a malta e depois ficam a falar sozinhos.

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  4. Ah, se todos tivessem consciência da força que temos se estivermos unidos!

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  5. Esquecer a traição do PC e do BE? Para quê? Para na primeira oportunidade o PS voltar a ser traído? Pelo contrário, o PS deve estar quieto, deixar que este governo faça o que lhe compete: governar; apenas vigiando de perto e submetendo para o Tribunal Constitucional tudo o que lhe pareça necessário, no fundo fazer o trabalho que compete ao residente de Belém e que não anda a fazer.
    O povo tem que perceber de uma vez por todas a diferença entre o PS e o PSD, tem que entender que a historieta do PCP e do BE em que afirmam que PS é de direita está errada. O povo precisa de saber o que é a direita, só assim é que vai perceber as diferenças. Ainda o PSD (governo) não foi abaixo e já andam a dar bicadas no PS, para eles quanto pior melhor, e melhor, nesta situação, só se depois do PSD se estatelar no governo, acabar por se estatelar o PS também, era a cereja no cimo do bolo, a maça na boca do porco... Por mim o PS tem é de uma vez por todas aniquilar politicamente com esses partidos que não servem para nada.

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  6. E vc pensa que este governo cai de podre como as maçãs? Se continuarmos de braços cruzados à espera do estatelanço do governo, teremos que esperar sentados. Outros 50 anitos... O PS não precisa de se coligar com ninguém. O PS coliga-se com o povo que ora vota nele ora vota noutros e vai à luta. Pela queda do governo, contra a troika e o seu memorando e por uma maioria absoluta. O resto é paisagem.

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  7. A tua solução, Carlos, era a ideal, mas não vejo, sobretudo, da parte do PCP, nenhuma inclinação nesse sentido. "Sujar" as mãos numa coligação com a "burguesia" é pedir muito a quem se considera "a vanguarda da classe operária", seja lá isso o que for, nos dias de hoje. Lamento que seja assim, mas é o que penso.

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