segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tarros e frigoríficos


Terminados os JO, retomo a série sobre os objectos que mudaram o mundo. Em dias de calor, nada melhor do que recordar  este nosso amigo, não vos parece?


 Em 1913 Marcel Proust publica o primeiro volume de “ A la Recherche du Temps Perdu” e, num restaurante parisiense, um cozinheiro  é admoestado pelo patrão, porque está  a cortar as batatas muito grossas e os clientes reclamam.

O cozinheiro Cartier  reage com virulência e "inventa" as batatas fritas às rodelas. 
Quem nunca as terá provado, terá sido Pu-Yi- o pequeno imperador chinês que subira ao trono em 1908, com apenas três anos e abdica neste ano de 1913. Terá sido, provavelmente, o único grande líder mundial que ascendeu ao Poder e dele abdicou, sem nunca se ter apercebido do que estava a fazer.
Quem tem razão para sorrir são as donas de casa pois, nesse mesmo ano, inicia-se o fabrico dos frigoríficos domésticos. O preço era ainda elevadíssimo e só algumas bolsas o alcançavam. 
À época também ninguém se preocupava com o facto de os frigoríficos serem demasiado energívoros, por isso eram blocos canhestros como o que a foto reproduz, que devoravam kilowatts com a rapidez dos coelhos a comer cenouras. 
Anos mais tarde, quando os frigoríficos começam a ficar mais elegantes e a adapatar-se às cozinhas das casas modernas, a UE  dividirá os frigoríficos em classes, de acordo com a sua apetência para o consumo de energia. O problema é, que nos tempos que correm, há cada vez mais gente que não tem nada paar meter lá dentro...
Eu ainda sou do tempo em que alguns alimentos ( como a carne) se conservavam num" tarro"- recipientes feitos em cortiça capazes de permitir a conservação de alimentos durante algumas horas. 
Para quem não saiba o que é um tarro, aqui fica uma imagem  roubada  aqui



5 comentários:

  1. Bem pensado
    Ligar o frigorífico ao tarro
    Ao preço da electricidade
    temos que trazer o tarro para a cidade

    O pior nem é a falta de gelo
    Regressarei ao uísque com a bala dentro
    (se tivesse lido o meu livro saberia ao que me refiro)

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  2. Desconhecia a existência de tarros mas sei que a carne de porco, coberta de sal, era guardada em arcas de madeira.

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  3. Obrigado por ter ido ao meu blog buscar o Tarro... Tenho alguns! Guardo-os com muita estima e também os uso no dia a dia, principalmente no verão, cheios de gelo!

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  4. Conhecia o tarro porque vivi no Alentejo.
    A verdade pungente em que cada vez há menos para se guardar no frigorífico merece que saúde a sua postagem.
    Boa noite! :)

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