terça-feira, 21 de agosto de 2012

Regabofes e cobardias

António Mexia defende que não faz sentido roubar o 13º mês aos trabalhadores do sector privado. Eu até poderia estar de acordo, não se desse o caso de ele ter considerado justos os cortes aos reformados.
Os reformados- que descontaram durante décadas para garantir uma velhice mais tranquila- deveriam ser os últimos a ser penalizados com cortes. Porque se trata, efectivamente, de um roubo!  Abro uma excepção: um reformado que continue a trabalhar deve perder o direito à reforma, enquanto estiver no activo. Ou, no caso de o(s) salário(s) que aufere serem inferiores à reforma, apenas poderá receber o diferencial.
Claro que esta solução não agrada aos políticos, porque  são às centenas os que acumulam reformas com salários. Nenhum governo tem coragem de acabar com esse regabofe, que é uma afronta a quem vive exclusivamente da sua( quase sempre parca) reforma. Com a agravante de as reformas destes políticos serem todas milionárias.
Estabeleça-se um plafond para as reformas futuras (de quem entrou há menos de cinco ou dez anos, vá lá na carreira contributiva)  mas não se legitime o roubo perpetrado por este governo a quem trabalhou uma vida inteira na expectativa de ter uma reforma condigna. 
Acima de tudo não se legitimem os escândalos de Catrogas, Miras Amarais e de uma série de gentalha perversa  que se abotoa mensalmente com reformas milionárias, a que junta salários de igual montante, enquanto o reformado que viveu a sua vida honestamente, se vê espoliado do seu ganha pão. Isso é que é regabofe, senhor PPC, mas o senhor não tem coragem de acabar com ele, porque coloca o seu lugar em perigo. Sabe o que se chama a isso, senhor primeiro ministro? COBARDIA!

5 comentários:

  1. Dizes bem!
    Um regabofe e uma cobardia!
    Ainda ontem comentava como nos ficam caros os privilégios de alguns que podem acumular tudo, enquanto a outros tudo é negado para bem da Dívida Pública! :-((

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  2. Carlos
    O problema é que a incompetência instalada, no poder propriamente dito e no poder de facto, é tanta que já não dizem coisa com coisa.
    Há aquele ditado que diz: "casa onde não há pão".
    Parece que devia ser alterado Para "casa onde há pouco pão, uns ficam com tudo e outro não".
    Abraço
    Rodrigo

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  3. Uma vergonha. ESte Mexia é uma criatura que deveria ser exilada para Plutão!! Em companhia de quem lhe é semelhante, claro.

    Um abraço, amigo meu

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  4. Subscrevo, ponto por ponto.
    Respondendo ao teu comentário, noutro local: "Rouba" à vontade. Tenho muito gosto nisso. Abraço.

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  5. Carlos,
    Quando vejo, ouço, leio, gente que ganha as fortunas que ganha este senhor falar em cortes nos vencimentos/pensões de outros, desligo.
    Porque me enervo, porque me irrito, porque fico com náuseas.
    E eu não gosto nada disso.

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