terça-feira, 28 de agosto de 2012

A irresponsabilidade do PS no caso da RTP



Há uma certa dose de irresponsabilidade na declaração do PS, ao afirmar que quando for governo reabrirá a RTP 2.
Afirmações deste jaez são próprias dos partidos que detêm o poder neste momento, mas não  de um partido que pretende ser uma alternativa credível.
Depois de atribuída a concessão- que nunca será por um período inferior a 15 anos- só o incumprimento do contrato poderá permitir ao PS ( se for governo em 2015…) rescindi-lo sem elevadíssimos custos para os contribuintes.
Não tenho dúvidas que o contrato de concessão ficará de tal forma blindado e a definição de serviço público será tão abrangente, que dificilmente um governo conseguirá encontrar argumentos para rescindir o contrato de concessão. Por outro lado, o PS também não explica como é que vai abrir a RTP 2. Com que pessoal?  Com que meios? Quanto é que isso custa?
A declaração do PS deve, pois, ser encarada como uma “boutade”. Pouco consentânea com a mensagem de responsabilidade que Seguro constantemente invoca, para justificar a falta de combatividade do PS na oposição.
Ao contrário do que vem sendo habitual, o PS reagiu rápido mas foi  inconsequente. Seria mais eficaz garantir aos portugueses que accionaria os meios legais ao seu alcance, apresentando no local próprio queixa contra o governo por gestão danosa, no caso de se vir a confirmar que o negócio lesa os interesses dos contribuintes. 
Assim, limitou-se ( mais uma vez!) a empurrar o problema com a barriga.

11 comentários:

  1. O discurso de Seguro só serve para ganhar votos. As declarações criam grande impacto no Zé votante (naqueles que ainda votam). Neste momento tudo o que seja contrariar PC dá votos. Já se ouve " Volta Sócrates, estás perdoado", quando assim é....quando o Zé aceita qualquer um para governar excepto PC....estamos conversados.
    Cumpts.

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  2. Também pasmei com o desembaraço da declaração!

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  3. Tal como as pessoas em geral, também os militantes do PS andam adormecidos!
    Espero que acordem e escolham alguém capaz para leader e que nos ajudem a inverter este estado de coisas.

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  4. Este Seguro é quase um clone de PPC! Afirmações deste género só servem para caçar votos... mas se vier a ser governo, duvido que cumpra! Porque é que não acciona os meios ao seu dispor agora? Dá muito trabalho, certamente... :P

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  5. Se eu fosse burra até votava no PS nas próximas eleições ao ouvir tal declaração, porque a RTP 2 é o único canal que vejo, quando estou em Portugal.

    É assim que se ganham votos das pessoas menos esclarecidas.

    INFELIZMENTE, o PS não é uma alternativa credível e, eu considero o Seguro ainda mais burro do que o Coelho!!!

    Eu bem não quero comentar temas políticos, mas às vezes não resisto.

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  6. Li, agora, o comentário da Teté, com o qual estou absolutamente de acordo... e retifico: o Seguro não é mais burro do que o Coelho, o Seguro é um clone do Coelho.

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  7. O clone do clone
    Carecem é de um "ciclone"

    Boa malha, meu caro! Boa malha!

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  8. Ai, Rogério, Rogério, se não tivesse medo de perder a minha liberdade (que amo acima de tudo) até preferia os comunistas no governo.

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  9. O tema de hoje no meu blogue, Carlos (RTP).
    Esta afirmação do Seguro vem confirmar o que já escrevi várias vezes - não há oposição.
    Por mais porcaria que o governo faça, por mais trapalhadas em que se veja metido, não há oposição.
    António José Seguro continua a ser o líder da JS.
    Quem é que confia em alguém assim para formar governo?

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  10. O que vale é que ele vai ser ultrapassado pelos acontecimentos, seja qual for a evolução da situação política, não me aprece que venha sequer a ser candidato a PM

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