segunda-feira, 30 de julho de 2012

Do Inferno ao Inferninho



Aprendi, em  pequenino, que "quem dá e torna a tirar ao Inferno vai parar".
Este governo está farto de roubar aos portugueses aquilo que outros lhes concederam. Nem o 13ºmês, instituído por Marcelo Caetano, escapou ao gamanço.
A Igreja começa a chamar aos políticos que nos governam nomes feios. Às declarações de D. Januário, o governo reagiu com declarações abstrusas deste  Caramelo, que insinuou ser D. Januário atrasado mental.
A Igreja não se demarcou destas declarações. Pelo contrário,vem aumentando o número de membros destacados que criticam o governo.
Primeiro foi o  arcebispo de Braga a confirmar as declarações de D. Januário, embora de uma forma mais soft.Tanto quanto sei, as reacções  foram mais comedidas. Ontem, no Público, Frei Bento Domingues escreveu " Para a gentinha que reina na política europeia as pessoas são um aborrecimento".
Claro que a Igreja tem muita culpa na ascensão destes mentecaptos, a quem apoiou no combate aos hereges esquerdistas, mas agora parece ter compreendido que os papa missas que andou a promover se estão nas tintas para a Igreja, porque adoram  um novo deus a que chamam "Mercatto" e é exclusivamente às suas ordens que obedecem.
Se a Igreja se puser definitivamente do lado dos pobres e mais desfavorecidos, é provável que este governo vá mesmo parar ao Inferno. Tal facto, porém, não me enche de alegria, porque para além de ter algumas dúvidas sobre os malefícios do Inferno* tenho a certeza que até serem consumidos pelas labaredas de Satanás, estes figurões vão cuidar muito bem das suas contas bancárias e levar uma vida de nababos à nossa custa.
Assim sendo, o que eu gostava mesmo, era de ver estes tipos a arder nesta vida terrena. De os ver expulsos para as Berlengas em época de incêndios.

*As minhas dúvidas em relação ao Inferno vêm da juventude. Lembro-me de haver no Porto um cabaret chamado "Inferninho" com belas odaliscas, onde era um prazer entrar. 

4 comentários:

  1. A Igreja já sente a avalanche de pobreza no seu rebanho, é impossivel ignorar e calar

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  2. É verdade, Ariel, mas estou tão habituado ao silêncio da Igreja quando a direita está no poder, que até me espanto!

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  3. Na parte do Inferninho sorri, também eu me lembro, quando segui o link para o caramelo apagou-se o sorriso de imediato e o pior é que me lembrou que eles agora vêm assim todos formatados.

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  4. Carlos,
    A Igreja, quando levanta a voz, assusta.
    E isso está a acontecer agora.
    Mas, em boa verdade, a Igreja insurgir-se com a pobreza, é um bom bocado hipócrita.

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