quinta-feira, 24 de maio de 2012

O que faço eu aqui?

Ao final da tarde, sentado no Rochedo, tentando proteger-me  do vento frio que me vergasta o rosto, repito a pergunta de Rimbaud, quando chegou à Etiópia: “O que faço eu aqui?” 
Por que razão me devolvi a este pais de lacaios?
Espero que uma onda me traga a resposta, porque a razão não é capaz de a dar.

11 comentários:

  1. De facto! Mas é a nossa terra, não é? Apetece sempre voltar, malgré tout...

    Deixe-se ficar que faz cá falta...

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  2. Meu caro
    Se assim se safar
    será um caso raro

    (nem com a preia-mar
    as ondas irão falar)

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  3. Essa pergunta, uma das mais temíveis que podemos colocar a nós próprios, tem que encontrar resposta a cada dia, caro Carlos... E enquanto existir essa pergunta, e não uma afirmação do género de "nada tenho a fazer aqui" ainda há esperança! Para já, escuta-se o mar, a ver o que ele diz e isso já não é tempo perdido... =)

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  4. Se a razão não te dá a resposta, dar-te-á o coração!

    O País precisa de homens como tu. Não o abandones!

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  5. E se aqui não estiver, que terra poderá chamar sua? O coração estará dividido, inseguro do que deseja? : )

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  6. Faço-me essa pergunta algumas/muitas vezes.

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  7. Há dias assim

    Que não sejam sempre assim

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  8. Um sentimento nobre, Carlos, alguém que precisa de si.
    Bem haja!

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  9. Quando se chega a essa conclusão é mau demais para ser verdade!
    Espero que seja só um desabafo!
    Mas compreendo-o, também passo o mesmo regularmente.

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  10. Subscrevo os comentários - diversos e bonitos - que li acima. Faz-nos falta, Carlos, quanto mais não seja por isso.

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  11. E com um povinho sem espinha dorsal, Carlos. Com um povinho sem espinha dorsal, minhocas!

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