sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Monte dos Vendavais

Aos poucos, as coisas começam a tornar-se mais claras.  O gabinete do Relvas é um vespeiro de intrigas, onde  os assessores se comportam como um grupo de coscuvilheiras, mas isso não é novidade, para quem conhece alguns dos protagonistas na vida real.
Se Pedro Passos Coelho não demite imediatamente o ministro, depois de saber também destas relações e omissões é lícito perguntar:  que forças o impedem de o fazer? Estará também ele nas mãos de Relvas, impedido de agir, para que não lhe caiam pedras em cima do telhado?
 É,no mínimo, estranho, que Relvas afirme que só esteve com Silva Carvalho uma vez e este trate o ministro por tu, como revelam os SMS. 
Será inocente recrutar para o gabinete jornalistas com aquelas ligações? No vespeiro campeia a mentira, quiçá orquestrada por  alguns jornalistas que o integram  e certamente o aconselham a agir.
Na demissão de Adelino Cunha  não se trata de saber se foi o elo mais fraco a cair. Trata-se de saber até onde chegam as ramificações dentro do gabinete de Relvas. E não só..
Esta notícia sobre o Monte Branco pode, eventualmente, ser esclarecedora.

6 comentários:

  1. Toda a suspeição começa a ser legítima. Carlos, fiz "link" para este teu "post". Abraço.

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  2. O Monte dos Vendavais é um dos romances da minha vida de adolescente, por isso, prefiro "Much Ado About Nothing"!!!

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  3. Não tenho dúvidas que Adelino Cunha foi o elo mais fraco, até porque sempre o conheci como bom jornalista... ;)

    De resto, estou como a Ematejoca! "Uma tempestade num copo de água", em que se descartam alguns assessores para se manterem "impolutos" no poleiro... :P

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  4. Relvas está numa posição que não lhe dá nenhuma credibilidade futura, mesmo que continue no governo.

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  5. Não sei como será possível que ele se aguente. Os poucos do PSD que ainda o defendem em público, são de uma pobreza argumentativa confrangedora. Quem ouviu ontem o Paulo Rangel não pode deixar de considerar que isto não vai acabar bem...

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