segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maya no governo


Quando Passos Coelho diz que não se pode comprometer com a devolução dos subsídios de férias e Natal aos pensionistas e funcionários públicos, está implicitamente a admitir que os resultados das medidas deste governo entram no campo da futurologia.
Ou seja, está a confirmar que a diferença entre estar ele em S. Bento ou a Maya é apenas uma questão de silicone.

13 comentários:

  1. Não, não seria
    Baixava o nível de pornografia

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  2. Maya em S. Bento já!

    Entretanto, as minhas felicitações pelo novo formato: a leitura é muito mais fácil. Pelo menos, para pitosgas como eu.

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  3. Também gostei mais. Para quem como eu já sofre as consequências da idade na visão, é muito mais fácil a leitura. E, embora não tenha muito a ver com o post, tomo a liberdade de transcrever um artigo sobre o "nosso" sr silva, pedindo desde já desculpa por fazê-lo e pela extensão do texto. Mas creio, Carlos, que vai gostar (se ainda não conhece...):O Silva das vacas
    Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

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  4. "A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi." Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção. Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria "gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum: "Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo "sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?!

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  5. Credo Carlos, mas que imagem mais hardcore!!Realmente...

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  6. Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano! Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos realizava a ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!! Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente "ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito. A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr. Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.
    LUíS MANUEL CUNHA _in_ «JORNAL DE BARCELOS», 5 de Outubro, 2011.
    É tão extenso que teve que ir em três comentários. Mas penso que vale a pena a leitura.Boa semana.

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  7. Carlos
    Começo a acreditar em "Bruxas" Entrou aqui a Maya e o Blogue ficou sem cor...
    Abraço
    Rodrigo

    De facto nota-se mais leve ao abrir

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  8. Oh Carlos olhe que não é só celulose a diferença. Eu acho que a Maya mente menos.

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  9. Prefiro a Maya... e ponho o silicone de lado!

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  10. Respostas
    1. A Maya é uma senhora que descobriu que apenas com as cartas não conseguia atingir o nível de vida que ansiava desde criança!
      E como virar cartas e dizer umas cenas já é mercado saturado em Portroikal, ela teve que se virar para o último reduto... o corpinho... e lá está ela a dar o corpinho ao manifesto!
      Dá-lhe Maya!!!
      Tem é cuidado com os pesticidas...
      (retórica... mas apeteceu-me responder!)

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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