terça-feira, 17 de abril de 2012

Bolívar vs Hitler, na era das novas tecnologias



Tem sido notório o abrandamento de economias em expansão, desde que a crise monetária estalou com estrondo no seio dos países mentores da mentira mais bem urdida do pós guerra: a globalização.
O crescimento desacelerou nos países emergentes, especialmente Brasil e China, bem como noutros, como a Argentina -  em menos de uma década  libertou-se  das garras do FMI e de uma recessão interminável- que correm por fora e pertencem a outro campeonato.
Depois de um crescimento médio de 9% ao ano, desde 2005, a Argentina travou ligeiramente em 2011 e ameaça uma travagem ainda  mais forte  em 2012.
Não falta por aí quem impute as causas desta desaceleração às políticas erradas do casal Kirchner. Esses críticos – servos do FMI e agiotas em comandita – não toleram a ideia de um país querer fazer o seu caminho, libertando-se das garras dos agiotas que os exploram até ao tutano. Fingem não saber que as causas do abrandamento destes países se deve, em grande parte, ao falhanço desse projecto de globalização, que prometeu o céu aos mais desfavorecidos, mas  os está a querer enviar para o inferno, sem dó nem piedade.
Hugo Chavez terá sido o primeiro a perceber isso. Mas não foi o único. Ainda recentemente Dilma Roussef, em visita aos Estados Unidos, disse alto e bom som a Obama que o crescimento dos países emergentes não poderia ficar condicionado pelas regras draconianas que os países desenvolvidos lhes querem impor.
Cristina Kirchner, por seu turno, percebeu que seriam os países  em desenvolvimento numa América Latina  finalmente democratizada, os primeiros a ser afectados pela crise que atingiu a Europa. Não espanta , pois, que nos últimos meses tenha tomado algumas medidas protecionistas que salvaguardem o país das garras dos mercados.
A mais polémica foi tomada ontem com a privatização da YPF, empresa controlada pela espanhola  REPSOL.Medida muito aplaudida internamente mas a Europa, como habitualmente, indignou-se com a afronta e alguns escribas de serviço saíram a terreiro acusando Cristina de Chavismo.
Omitem esses escribas e comentadores arregimentados que a Repsol – a exemplo de muitas outras multinacionais europeias- deixou  de investir na Argentina, obrigando-a  a importar produtos de que não necessita, pois os seus recursos naturais permitem-lhe ser auto suficiente. Alguém me explica a lógica de um país produtor de petróleo ter de importar combustíveis para satisfazer as suas necessidades internas? 
O que Cristina percebeu – e os países ocidentais não engolem- é que a Argentina, em vez de colher benefícios dos seus recursos naturais,  estava a ser gravemente penalizada com esta “opção estratégica “ da Repsol, que afectava a  sua indústria e a economia do país em geral.
A nacionalização da YPF/Repsol é- não vale a pena escamoteá-lo- uma medida arriscada, mas é um acto de coragem de uma presidente que defende, acima de tudo, os interesses do seu país e não se ajoelha perante aqueles que pretendem extorquir  o seu povo, para salvar a pele.
Desiludam-se se pensam que vou estabelecer algum paralelismo entre Cristina Kirchner e Pedro Passos Coelho. Não comparo um político que defende o seu povo, com um cobardolas aldrabão, vendido aos interesses alemães.
Comparo, outrossim, Cristina com Ângela (Merkel). A chanceler alemã, que andava há uns dias tão desaparecida quanto Portas e Cavaco, abriu a boca. Para quê… Para dizer que tudo faria para ajudar a salvar a Europa e o Euro? Nada disso. O que a hamburguesa com pelos disse em campanha pré-eleitoral na Renânia, foi que a austeridade nos países endividados é para manter e que esses países já não estão em condições de tomar decisões independentes.
Pouco importa à chancelarina da Floresta Negra que o FMI diga exactamente o contrário e alerte que a austeridade irá conduzir a mais recessão se não houver crescimento económico. Pelo contrário, deve salivar cada vez que pensa como será fácil à Alemanha abocanhar os países que caírem na bancarrota. 
Merkel assume-se como uma neo-hitleriana, defensora da supremacia alemã, sem necessitar de enviar Panzers para atacar os países vizinhos, ou  andar aos tiros como Brejvik. Ela é pacifista! 
Nesta terceira guerra mundial, desencadeada mais uma vez pela Alemanha, não será preciso disparar tiros. Não haverá cerco a Leninegrado, nem fornos crematórios em Auschwitz, porque a bastarda alemã tem do seu lado os mercados. Os mortos, desta vez, não serão incinerados, porque basta a Merkel dar ordem aos mercados para cortar  o acesso à saúde, à reforma e aos alimentos.
Do lado de lá do Atlântico, Cristina Kirchner, Dilma e Chavez preferem oferecer o peito às balas, em defesa dos seus países e dos seus povos. É a luta entre Bolívar e Hitler, no tempo das novas tecnologias. 

15 comentários:

  1. Tiro o meu chapéu à Presidente da Argentina que é uma mulher de garra sempre pronta a defender o seu povo.
    E continua a lutar pelas Maldivas!

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  2. Queria acrescentar que gosto do novo cenário do Rochedo! :-))

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  3. Finalmente os Cães estão-se a conseguir livrar das carraças (nós)...

    Espero que tenham bastante anti-carraça para correr com os ingleses de lá para fora!
    De certeza absoluta que os hipócritas dos ingleses não veriam com bons olhos que os Argentinos estivessem nas Shetland...

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  4. Admiro-a bastante por ter feito frente a quem, no fundo, explora os recursos de um país e ainda tem o topete de achar que está com a razão porque claro... tem as costas quentes.
    Só espero que ela não apanhe nenhum vírus ou tenha um "acidente" porque esta gente é toda muito perigosa.
    E isto é mesmo uma guerra, começada novamente pela Alemanha, mortos não vão faltar, só que a maioria vai morrer silenciosamente.

    Bjos

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  5. Valha-nos gente desta que luta contra esta desfaçatez que nos enterra!
    Mas os argentinos não terão a vida fácil... vais ver!!
    As retaliações vão começar de imediato.

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  6. Pois é, os alemães não desistem de tentar sobrepor-se aos outros povos, se não é de uma maneira... é de outra! Abutres agiotas do lado da Merkel, todos mortinhos por abocanhar os países mais frágeis e nós com panacas destes como governantes!

    Ainda bem que Cristina, Chavez e Dilma fazem frente a esta escumalha! Provavelmente será a sorte da América do Sul... ;)

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  7. Olá Carlos,
    Com sempre um artigo de se lhe tirar o chapéu! Estou neste momento a acabar de ouvir a Grande Cristina aqui:
    http://contextolivre.blogspot.pt/2012/04/cristina-el-modelo-no-es-de.html
    Quanto à Alemanha, vi ontem este personagem polémico... mal visto pelas corporações que estão ansiosas de o colocar na prisão e que não se coibiu de dizer que os alemães, como ele, estão a ser de novo cúmplices com a tirania da Alemanha perante o resto da Europa e que vai de novo levar à guerra:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=eY9p-ck2Gp0

    Um beijo Carlos e obrigada.

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  8. Isto só demonstra a arma de guerra potentíssima que são os Media corporativos ocidentais!!

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  9. ihihih Fadinha... e vai mais uma para a fogueira!

    Basta ler a história da IG Farben e das Famílias (eu e o meu trauma com as famílias... mas que elas aparecem em todo o lado e são o topo da pirâmide...) que controlavam o Cartel médico-farmacêutico...

    Desculpem... escrevi "ler"... e mais grave, seguido de "história"... vou-me castigar... Estou definitivamente LOUCO!

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  10. Ok... Já que estamos numa de alertar os dormentes... e já que se está a falar do Complexo Mafioso Médico-Farmacêutico... aqui fica o Repensar a SIDA

    ATENÇÃO: Não aconselhável a mentes formatadas!

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  11. Não vai ser fácil a vida dos argentinos, os saqueadores cerram fileiras, lançam impropérios e ameaças, mas quem não ousar enfrentar o tirano jamais será livre.

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  12. Se fosse homem, diria que a Cristina os tem grandes. E no sítio!

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  13. Esta Senhora tem pelo na venta, graças a Deus.

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