terça-feira, 20 de março de 2012

A outra face das Mulheres de Ferro



Em 2006, Ellen Johnson Sirleaf  ficou conhecida no mundo inteiro.Motivo?  Era  a primeira mulher a assumir a presidência de um país africano,  sucedendo  a Charles Taylor, o ditador liberiano julgado pelo TPI por crimes contra a humanidade, da qual fora fervorosa apoiante.
Condenada a 10 anos de prisão – que não chegaria a cumprir-  por críticas ao regime militar,  Ellen teve uma vida profissional ligada a instituições financeiras como o CityBank e dirigiu a delegação africana do PNUD ( Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) . Conhecida no seu país como “ A Dama de Ferro”,  esta liberiana destacou-se pela sua luta em defesa dos direitos das mulheres, o que lhe viria  a valer a atribuição, em 2011, do Prémio Nobel da Paz.
Ellen Sirleaf,  exemplo da defesa dos direitos das mulheres, não tem igual opinião sobre a defesa  dos direitos humanos, que só devem ser aplicados a alguns.
Se houver alguma dignidade, espera-se que o Prémio Nobel lhe seja retirado. Em nome da defesa dos direitos humanos. Na verdade, nunca lhe deveria ter sido atribuído, pois uma pessoa que apoiou um criminoso como Charles Taylor, nunca deveria ter sido galardoada com um Nobel.

8 comentários:

  1. Por razões que desconheço, a actualização dos posts do CR deixaram de aparecer nos blogs que me seguem. Se alguém puder dar uma dica, agradeço.
    Obrigado

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  2. Como exemplo da defesa dos direitos das mulheres é-me simpática a Ellen Sirleaf.

    Não sei, que experiência ela sofreu na sua vida para proceder dessa maneira e, penso que a sua dureza também tenha a ver com a cultura a que ela pertence.

    Conheço mulheres e homens em Portugal que também gostavam de preservar os valores da sociedade portuguesa: são contra a homossexualidade, que ainda acreditam ser uma doença.

    Claro que, eu defendo os direitos humanos, mas a minha vida foi uma outra, onde os homens nunca foram meus inimigos, muito pelo contrário.

    Confesso que já ouvi falar desta mulher, mas pouco sei a seu respeito como quase desconheço o Charles Taylor.

    Gosto mesmo muito, que o Carlos traga ao CR novas perpectivas e, Ellen Sirleaf vai ser o nosso tema de conversa, quando amanhã me encontrar com a minha amiga Christa, comunista e feminista, que deve conhecê-la melhor do que eu.

    Saudação de uma Alemanha primaveril!

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  3. Como exemplo da defesa dos direitos das mulheres é-me simpática a Ellen Sirleaf.

    Não sei, que experiência ela sofreu na sua vida para proceder dessa maneira e, penso que a sua dureza também tenha a ver com a cultura a que ela pertence.

    Conheço mulheres e homens em Portugal que também gostavam de preservar os valores da sociedade portuguesa: são contra a homossexualidade, que ainda acreditam ser uma doença.

    Claro que, eu defendo os direitos humanos, mas a minha vida foi uma outra, onde os homens nunca foram meus inimigos, muito pelo contrário.

    Confesso que já ouvi falar desta mulher, mas pouco sei a seu respeito como quase desconheço o Charles Taylor.

    Gosto mesmo muito, que o Carlos traga ao CR novas perpectivas e, Ellen Sirleaf vai ser o nosso tema de conversa, quando amanhã me encontrar com a minha amiga Christa, comunista e feminista, que deve conhecê-la melhor do que eu.

    Saudação de uma Alemanha primaveril!

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  4. O Nobel da Paz tem razões que a razão desconhece...

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  5. Confesso que só ouvi falar dela agora (possivelmente também quando ganhou o Nobel, mas não me lembro minimamente!) e por defender ideias tão abstrusas. E não digo que defender os direitos das mulheres não seja importante, no país dela como em tantos outros, mas esquecer que os direitos humanos são fundamentais faz com que efetivamente não seja uma digna representante da paz...

    E não será a única, também, que esse Nobel é tão politizado, que muitas vezes acerta bem ao lado! :/

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  6. Nada que não seja comum na atribuição do Nobel, infelizmente cada vez mais são recorrentes situações como esta.

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  7. ! Bem, isto reforça a minha opinião, quando escrevi o texto Woman don´t preach, lá no meu bloguinho. E o outro, Quem vê géneros não vê corações. Mulher ou homem não é sinónimo de nada necessariamente. :)

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