segunda-feira, 21 de novembro de 2011

As escolhas de Vitor Gaspar



Senhor ministro Vítor Gaspar, gostaria que me dissesse qual é o seu número de circo preferido

Muito obrigada, aliás obrigado, pela sua pergunta.Bom… a resposta à sua pergunta tem de ser encarada , pelo menos, em duas vertentes. Se tivermos em consideração as variáveis dos desvios padrão e a sua influência no comportamento da curva de Gauss, diria…teria, terei, tendência a dizer… que o número de circo que mais me agrada, por se situar no pináculo superior da referida curva, provocando –me estímulos sensoriais de grau elevado, que me conduzem ao riso, é o dos palhaços. Ou seja... vou explicar melhor para que o senhor entenda e não fiquem dúvidas nos seus leitores … os palhaços… são as figuras que melhor personificam o povo português e a sociedade portuguesa. Repare!… no circo temos como palhaço rico o trabalhador público que os anglo – saxónicos muito apropriadamente chamam “civil servant” em contra…po-si-çããão, sublinho, po-si-çããão ( isto é muito importante) ao trabalhador privado representado pelo palhaço pobre. É muito curiosa esta alegoria entre palhaço rico e palhaço pobre, porque permite perceber a simbiose social, onde ricos e pobres podem conviver de forma salutar, atingindo a felicidade.

É muito importante , neste período de crise, que percebamos, que os portugueses percebam , que para garantir a coesão social é necessário que os ricos e os pobres tenham a per-ce-pçããão de que um trabalho conjunto entre ricos ( os funcionários públicos) e privados ( os trabalhadores do sector privado) permitirá ao nosso país sair da crise em que vivemos. É dessa simbiose que atrás referi, como ainda estará lembrado, que resultará o empobrecimento do povo português, única forma de conduzir o país ao sucesso que todos almejamos atingir.

Mas agora repare!... Se virmos o espectáculo circense ( o circo… como vulgarmente lhe chamamos) na perspectiva da teoria de Maslow, a resposta será necessariamente diferente. Eu não gosto muito de circo e não tenho…não sinto… necessidade de ir ao circo. Gosto mais de filmes de vampiros. No entaaantoooo… o senhor PM optou – e não me compete aqui dizer se bem ou mal, porque não me compete interpretar e traço, barra, ou comentar perante si as decisões do senhor PM- por levar o governo ao circo e ele terá certamente as suas razões que eu respeito e aplaudo. Sublinho aplaudo…para que se perceba que não ponho, nem nunca porei em causa, as suas ( dele, primeiro ministro) opções e traço, barra , ou decisões. Posto isto, e respondendo à sua pergunta, dir-lhe-ei que… analisado pela perspectiva da teoria de Maslow – a outra vertente de que falei no início da resposta à sua pergunta- o espectáculo circense, como um todo, me permite percepcionar momentos mais conseguidos e menos conseguidos, de onde destacaria os números de trapézio. O trapezista representa, em minha opinião – sublinho o-pi-ni- ããão- o esforço meritóóóório que as famílias portuguesas terão de fazer para se equilibrarem com os orçamentos familiares de que dispõem para satisfazer as suas necessidades e obrigações.

A trapezista e, -/, ou o trapezista são figuras esguias e esbeltas que renunciaram ao fast food , fazem longas caminhadas diárias a pé, renunciando ao automóvel e aos transportes públicos, para que da sua actividade profissional resulte aquela plástica e estética subjacentes ao espectáculo de circo e que faz de nós, portugueses, um povo ímpar.

Há dias- como certamente estará lembrado…- o senhor Jürgen Kröger, representante da União Europeia em Lisboa, disse que os portugueses são boas pessoas. Não o podemos defraudar e devemos mostrar-lhe que estamos gratos pelas suas palavras, sendo bons palhaços e trapezistas.Espero ter respondido claramente à sua questão.
Ó senhor, acorde! Então pede-me uma entrevista e vem para aqui dormir?!

Próxima entrevista: Álvaro Santos Pereira

8 comentários:

  1. rrrss rsss rrss

    Mas segundo parece o ministri também já deus , literalmente, um murro na mesa e disse a um dos colegas, no Conselho de Ministros,"Não há dinheiro! Qual das três palavras não percebeu?"

    Desejo-lhe boa semana, Carlos.

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  2. Foi um lapsus linguae: não é deus, mas parece rrss DEU, claro , e MINISTRO

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  3. Fantástico!
    Carlos querido adoooro seus textos.
    Beijinhos

    Lucia

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  4. Um texto que para além de reunir “aplausos”, consegue facilmente “mandar a tenda abaixo”… Gostei mesmo muito, uma “interpretação” fantástica do Ministro Vitor Gaspar e uma visão critica à dura realidade que é viver em Portugal…
    Aguardo a próxima entrevista.

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  5. Carlos
    Sua ideia foi otima. Mas o acordou?
    com amizade e carinho de Monica

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  6. Eheheh, com um discurso tão longo para dizer que gosta de palhaços e trapezistas, pois, não admira que todos adormecessem ao ouvi-lo. Pensando bem, não será tática dele, para que os portugueses não percebam bem a enormidade das medidas que lhes impõe?!?

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