quarta-feira, 26 de outubro de 2011

De Trás-os-Montes a Bruxelas, passando por Lisboa

Estou pelo norte desde ontem, vou sabendo notícias apenas através da televisão, às horas regimentais.


Logo pela manhã, dizem-me que depois de seis horas de reunião, o Conselho de Estado pariu um comunicado lacónico. Leio-o num jornal e pergunto-me se aquele órgão está a “fazer caixinha” ou será a imagem da falta de produtividade do país. Seis horas para produzirem aquele comunicado vácuo e inócuo, onde se apela ao “diálogo construtivo”? Valha-me a santa!


Uma outra notícia lembra-me que hoje se realiza uma cimeira europeia decisiva para o futuro da Europa e do euro. Desde Julho venho ouvindo dizer que a cimeira seguinte será decisiva. Como diz o povo, “tantas vezes vai o cântaro à fonte…”


Um dia haverá uma cimeira decisiva. Ninguém sabe é quando e o que dela resultará. A desagregação europeia? O fim do euro?Se algum dia o euro deixar de ser a moeda símbolo da Europa, todos vão perceber que, num qualquer corredor de Bruxelas, Berlim, ou Paris, alguém fez uma declaração de guerra. É bom lembrar que nunca, em toda a Historia da Humanidade, uma moeda forte desapareceu sem uma guerra.


Esperemos, pois, que o anúncio não seja feito hoje. Mas se da cimeira de Bruxelas nada resultar de positivo e concreto para o futuro da União Europeia, isso pode significar que há silêncios ainda mais explícitos do que uma declaração de guerra formal.

3 comentários:

  1. É por causa de tanta vacilação, indecisão e falta de precisão, que não tenho lido nem ouvido notícias.
    Prefiro vir aqui sabê-las.
    Então estás cá para o Porto?
    Fizeste bem!
    O tempo é que não está famoso.
    Beijinhos

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  2. A ver vamos meu amigo.
    Boa estadia pelo norte :)
    beijinhos

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  3. se está no Norte está bem... o resto... nada de novo na Europa.

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