terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quanto custa um hamburguer?






A proposta tem sido muito criticada, mas a mim parece-me boa...

A comida "chatarra", como lhe chamam os hispânicos, não é só prejudicial à saúde, aumentando os riscos de obesidade doentia, como também é responsável pela degradação de recursos naturais.

A população de bois, vacas, vitelos e carneiros, ocupava, há uma década, 24% das terras cultiváveis, exercendo uma forte pressão sobre os recursos naturais. Florestas tropicais da América Central foram transformadas em pastos para animais que são, maioritariamente, consumidos pelos países do hemisfério Norte.

Para além da desflorestação, há ainda que contar com a erosão e desertificação resultantes das culturas intensivas de pastagens e cereais. E se tivermos em consideração que, para produzir 1 quilo de carne de vaca são precisos 20 quilos de cereais, cerca de 20 mil litros de água e a energia equivalente a cinco litros de petróleo, ficamos a perceber melhor que os hamburguers são um excelente negócio para quem os vende, mas péssimo para a Natureza.

Poderia falar ainda sobre o sofrimento dos animais, os perigos para a saúde humana resultante da ingestão de antibióticos com que muitos animais são engordados, etc...mas não quero ser acusado de fundamentalista.

Assim, lembro apenas que, de acordo com dados divulgados há tempos pela Consumers International, se cada americano reduzisse em 10 por cento o consumo de carne, seriam economizados cereais suficientes para alimentar anualmente 60 milhões de pessoas que sofrem com a fome...

E a verdade é que as consequências para a saúde do consumo excessivo de "fast food" - símbolo da cultura moderna que não inclui apenas os hamburguers- tem sido alvo de avisos de organizações credíveis como a OMS.

Pessoalmente, já há muito - ou desde sempre- sou adepto da "slow food". Nos próximos dias, em terras nortenhas, espero praticar o conceito. Apesar de já não ser um bom garfo...

15 comentários:

  1. Não sei porquê... se calhar é porque a Maioria tem mesmo a noção de que se pagar tudo está bem...

    Esta medida serve apenas para uma coisa: SACAR MAIS DINHEIRO À MANADA... por mim não estou nem aí pois não me alimento com este tipo de "comida"!

    E é equivalente ao esquema montado para as emissões de carbono: Desde que pagues podes emitir... até parece que o CO2 e todos os outros GEE não provocam os devidos efeitos apenas porque nós, otários, pagamos um Imposto de Emissões!

    Anda tudo maluco é o que é!

    Deixem é de comer carne e peixe...
    Deixem de beber/comer "bebidas/comidas" entupidas de E's e outros venenos e vão ver que ficam saudáveis num instante.

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  2. Não, não é por aí. Apostem mais na informação e na educação. E se são assim tão fundamentalistas porque não obrigar a Mcdonald's a colocar nos pratos umas imagens "sugestivas" como já fazem para o tabaco.

    A propósito fui hoje a Vila Real e, para mim é obrigatório, comi uns covilhetes e uma bola de carne que me soube pela vida e deixa os ditos hamburguers a milhas de distância. Não havia tripas aos molhos, fica para a próxima. Aproveitei enquanto alguém não se lembra de levar essa estúpida proposta avante.

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  3. Estou em desacordo...acho a medida tonta! As pessoas têm que saber comer e muitas até sabem, mas a comida de plástico é mais "rápida" e prolifera como preferencial entre as crianças e os jovens,...

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  4. Amigo Carlos:
    Se aumentar os aumentos fosse a solução para todos os problemas que enumerou, estávamos no bom caminho, mas infelizmente acho que não é com esta medida que as pessoas passam a comer comida saudável.

    Beijinhos

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  5. Cuidado com as francesinhas que eu também coloco neste grupo! :-))

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  6. Também sem querer ser fundamentalista, acrescento o seguinte: a fastfood é uma das responsáveis pelo aumento exponencial da obesidade e sobretudo da obesidade infantil, com todas as consequência negativas para a saúde das populações atuais e vindouras (diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, etc) que irão onerar e muito um sistema de saúde que se quer gratuito e universal, correndo este o risco de deixar de o ser por falta de verbas para acudir a tal flagelo. Assim sendo, se os pais atualmente dão aos filhos comida que não só lhes prejudica a saúde como onererá o sistema de saúde pondo em causa o seu usufruto por parte de todos, acho muito bem que paguem um imposto acrescido por esta sua (deles)atitude irresponsável( não desconhecem as consequências pois estão mais do que elucidados). No passado domingo, no centro comercial do Parque Nascente, as filas para o McDonalds, às 17.30, eram imensas. Crianças pequenas esperavam pacientemente que os seus progenitores lhes dessem o lanche. Pãozinho com queijo ou manteiga e leitinho??? Não! Hamburgers e batatas fritas!!!!Porque temos que pagar tal irresponsabilidade de gente macdonaldependente? Não serve para que deixem de consumir? Paciência! Ao menos pagam pelos seus vícios. Eles e não eu e todos os que somos responsáveis em questões alimentares e ambientais!

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  7. Sinceramente, não sei... tenho mixed feelings em relação a esta medida. Por um lado, vejo com bons olhos,... por outro lado, para diminuir os custos das consequências deste consumo na saúde, não seria melhor regulamentar os níveis de sal, de gordura permitido...etc como se fez no pão, uma medida excelente e como se pensa fazer em relação aos gramas dos pacotes de açucer? Também me pergunto qual a "agenda" da ordem dos médicos a apressar-se a arranjar esta medida... Tenho a certeza absoluta que há má gestão de recursos e desperdícios na saúde... falta vontade de os descobrir. Aumentar os custos para os doentes, não é simplesmente,optar novamente pelo mais fácil, é mesmo uma falta de respeito pelos utentes.

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  8. Também sou adepta da slow food! E da petisqueira... :)))

    De qualquer forma, um hamburguer ou um cachorro de vez em quando nunca fez mal a ninguém, não gosto da ideia dos médicos se acharem no direito de dizerem o que as pessoas devem ou não comer. Faz-me lembrar aquele anti-tabagista primário e fundamentalista! rsrsrsr

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  9. Além do bastonário estar a sugerir maiores tributações fiscais, que excedem em muito as suas competências! :P

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  10. Ui, esta questão levar-nos-ia longe.

    Não será uma medida profundamente hipócrita? Não será uma forma de implementar um novo imposto?
    Será que alguém está, de facto, preocupada com um problema que se pode considerar de saúde pública?

    Se sim, criem políticas didácticas, esclarecedoras, informativas.

    Mais um imposto a pretexto de estar a proteger a saúde da população é de uma hipocrisia sem limites.

    Desculpa, Carlos, mas esta é a minha opinião.

    Abraço.

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  11. Olá a todos
    Peço desculpa, mas hoje a resposta tem de ser colectiva, por falta de tempo:
    As razões por que considerei uma boa medida, radicam nos argumento da Fernanda. O consumo desregrado de comida chatarra provoca graves problemas de saúde e obesidade, que custam MUITO dinheiro aos contribuintes portugueses.
    Quando se fala na passagem do IVA do pão de 6 para 13 ou 15%, pareceu-me mais lógico que em vez disso se carregasse na taxa da fast food.
    Talvez volte ao assunto quando regressar do Norte, mas por hoje fico-me por aqui.
    Obrigado pelas vossas opiniões que, obviamente, respeito.

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  12. Nunca fui adepta desse tipo de comida, incluindo a batata frita. Aqui em casa não frito duas vezes no ano batatas. Esse tipo de comida prejudicam a saúde e como tal, venha o agravamento mas, também sei que é barata e que muita gente se alimenta dela por não ter dinheiro para mais. Infelizmente essa é a realidade.
    Beijinhos

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  13. Metendo a colher no país alheio: ninguém falou em proibir e sim sobretaxar.Acho correto como também concordo que devamos tentar reduzir o consumo de carne de animais.
    Anteriormente era uma questão ideo-filosófica-religiosa não comer carne, hoje, no entanto, já é uma questão ambiental.Vale a pena pesquisar sobre o assunto!

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