terça-feira, 6 de setembro de 2011

Elementar, meu caro Watson!

Na Universidade de Verão do PSD, Jorge Moreira da Silva- um dos vice-presidentes laranja- propôs que a carga fiscal sobre os trabalhadores fosse aliviada, taxando as emissões de carbono das empresas.
A criação da Taxa de Carbono tem ganho força no seio da ONU- de que Moreira da Silva é director na área da Economia e das Alterações Climáticas- mas a maioria dos governos mantém-se renitente à sua aplicação.
De acordo com as informações fornecidas pelo próprio, a Taxa do Carbono seria suficiente para não esbulhar os portugueses de metade do subsídio de Natal. Perante este dado pergunta “o Público”:
Afinal, porque não está Moreira da Silva neste elenco governamental?”
A resposta é muito simples e dá-se em duas penadas:
1)Este governo sofre do complexo dos irmãos Metralha. Eles podiam ganhar a vida honestamente, trabalhando, mas para quê se podem obter dinheiro de forma mais célere e menos trabalhosa, fazendo assaltos?
Ora, seguindo idêntico raciocínio, por que carga de água iria o governo perder tempo e comprar uma guerra com as empresas poluidoras ( é bom não esquecer que uma das empresas administradas por PPC antes de ser presidente do PSD foi punida com diversas multas por prática de infracções ambientais…) se tinha ali à mão de semear o expediente do corte de subsídio de Natal de quem trabalha, sem ter de se chatear, nem ouvir protestos? Como o totoloto, sacar dinheiro a quem trabalha é fácil, é barato e dá milhões!

(Eu sei que há uma grande diferença... os irmãos Metralha assaltavam bancos e este governo assalta cidadãos indefesos, mas isso agora é irrelevante...)
2) Por outro lado, a proposta de Moreira da Silva só iria trazer problemas ao governo. É muito mais eficaz colocar na Rua do Século uma ministra que tome medidas folclóricas. Convenhamos que a aversão da ministra Cristas ao símbolo fálico das gravatas (provocam-lhe suores frios) foi uma tirada propagandística de grande mestria. É ineficaz, mas muito mais popularucha e fácil de tomar, do que medidas que, além de serem benéficas para o ambiente, ainda teriam a vantagem de aliviar as já tão depauperadas finanças dos trabalhadores portugueses.

É verdade que há muitos anos (desde Elisa Ferreira), nunca mais tivemos nenhum ministro do Ambiente com visibilidade e peso político but... who cares?

2 comentários:

  1. Ministros que servem um patrão, que tomam opções de classe, que estão no poder apenas para favorecerem os poderosos que mandam de facto no mundo. Vendidos e desonestos!

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  2. Os competentes, raramente fazem parte do Governo... essa dos irmãos metralha, está boa... é isso mesmo, é sempre mais apetitoso o dinheiro fácil

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