sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sucessos de Verão (27)



E não houve grandes sucessos de Verão da música portuguesa? - perguntava-me há dias uma leitora. Não houve muitos, mas sempre houve alguns que até atravessaram fronteiras. Esta canção que vos trago ( num video clip onde se evoca um dos grandes filmes portugueses) até esteve no top-100 em Inglaterra e teve direito a versão em inglês, ouvida com frequência num pub de Regent Street que eu frequentava amiúde.

José Cid foi um "fazedor de sucessos" ( Balada de El-Rei Sebastião foi uma canção de uma época) que passou mais ou menos ao lado de uma carreira internacional, mas era considerado pimba e a sua presença estava vedada nos bailes de garagem. Que me lembre, naquele tempo, só os Sheiks tinham direito de entrada. Porque cantavam em inglês. Lembram-se de Missing you, outro grande sucesso de Verão?

4 comentários:

  1. Pequenas, muito pequenas correcções. Antes de ser José Cid, foi um dos elementos do "Quarteto 1111", de que eu era "fã". Era um projecto sob as influência da época, nomeadamente dos Beatles. Na sua fase inicial penso ser deslocado falar-se em música pimba e o projecto era, sem ser sisudo, um projecto sério. Colidiu com ele o regime: O grupo teve bastantes problemas com a Censura, por causa de canções que tinham uma forte carga política e contestária. Em 1970 é assim publicado o primeiro LP, simplesmente intitulado Quarteto 1111. Este álbum foi mandado retirar do mercado, pela Comissão de Censura, devido a temas como Lenda de Nambuangongo e Pigmentação.

    O José Cid soube adaptar-se e... safou-se.

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  2. Rogério:
    Se bem me lembro do 1111! e depois ainda vieram os Greenwindows.
    Cncordo em absoluto que não era pimba, mas havia sempre uma certa retracção em ouvir o 1111 ou o Cid, nos bailes de garagem, se bem se lembra...
    Ah, é verdade... claro que também me lembro bem dos problemas que teve com a PIDE...

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  3. Pimba ou não também gosto de “Na cabana junto à praia.”

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  4. Carlos
    Importante o acrescento do Rogério.
    José Cid afirmou recentemente que era A Mãe do Rock. Penso que tem alguma razão.
    Ainda hoje gosto de ouvir o José Cid, nalgumas canções que quanto a mim se tornaram intemporais.
    Pena que entrasse na onda de querer fazer canções para só ganhar dinheiro, coisa que o próprio assume e fizesse coisas que mancharam o passado.

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