terça-feira, 9 de agosto de 2011

Publicidade enganosa

Há dias vi uma reportagem espantosa num telejornal. Uma senhora licitou uma casa com terreno adjacente e “vistas magníficas”, num leilão das Finanças, na Internet.

Depois de confirmar que a sua oferta fora a mais elevada, a senhora tratou de ir ver a casa. Surpresa! A área anunciada no site das Finanças era quase metade da anunciada e, quanto às “vistas magníficas”, nem vê-las. De imediato anunciou que desistia da compra, tendo sido informada pelas Finanças que não o poderia fazer e, se não estava satisfeita, a culpa era dela por ter confiado no que estava no site.

A senhora insistiu que não pagaria mas, imperturbáveis, as Finanças ameaçaram-na com uma penhora dos bens.O caso irá para Tribunal, obviamente e, se houver justiça, a senhora será desobrigada da compra. De qualquer modo, vale a pena perguntar: Se não podemos confiar num Estado que é o primeiro a violar a Lei da Publicidade, praticando publicidade enganosa, em quem vamos confiar?

4 comentários:

  1. é assim, é o Estado que temos. Estado, que me despediu no dia em que terminava o meu contrato e que não me fez 6 meses de descontos para a segurança social lol.

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  2. EM MIM!
    Leu bem
    foi isso que escrevi
    As pessoas podem confiar apenas... em mim.
    Bom, talvez não só...
    Talvez também em si.

    (claro que há em quem confiar, não temos é poder... Pode crer!)

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  3. Com as reformas no fisco, não ficaram mais competentes nem mais sérios apenas mais agressivos. E um imbecil agressivo chega a chefe de finanças!

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  4. Infelizmente, Carlos, isto é o pão nosso de cada dia. Conto dentro em breve contar uma historieta em que também fui vítima de publicidade enganosa. Vale que não foi uma casa, nem com as Finanças... ;)

    Ah, e já escrevi o post sobre as "praias da minha vida"! :)

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