terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Chile contra Piñera



Quando Sebastian Piñera foi eleito presidente do Chile comparei-o a Berlusconni e previ um futuro negro para os chilenos. Empossado em Março de 2010, Piñera teve, como todos os cafagestes, a oportunidade de angariar a simpatia do povo chilenos, graças ao infortúnio dos 33 mineiros chilenos que, em Agosto, foram o centro das atenções do mundo inteiro.

Como todos os cafagestes, Piñera aproveitou esse capital de simpatia para omplementar a sua política ultra-liberal.

Um ano depois, o caos está instalado em Santiago e nas principais cidades chilenas. Estudantes e professores protestam nas ruas contra a política de educação, que concede elevados privilégios ao ensino privado, enquanto agoniza o ensino público. Multiplicaram-se as universidades privadas, cuja qualidade de ensino é classificada como duvidosa, mas é paga a peso de ouro, enquanto as públicas definham por falta de apoio estatal.

Piñera é o presidente mais impopular do Chile desde a queda de Pinochet, recolhendo 53% de reprovação dos chilenos. Enquanto alguns países sul-americanos esfriaram as relações com o Chile, desde que Piñera chegou ao poder, o ex- presidente Eduardo Frei, muito criticado pelos chilenos, pela decisão de privatizar a água, acusa-o de gerir o governo como se fosse uma empresa e diz que o Chile está a ficar ingovernável.

Os professores convocaram uma greve para hoje e uma manifestação - que se prevê gigantesca- irá percorrer as principais ruas de Santiago, terminando na Plaza Italia, o centro nevrálgico da capital chilena. Piñera mandou a polícia edificar muros à volta da praça, para que os manifestantes lá não entrem, pelo que o recrudescimento da violência que nos últimos dias assentou arraiais na capital está a ser encarado com bastante preocupação.

Analistas chilenos admitem que se não sair airosamente desta situação, Piñera poderá ver-se forçado a convocar eleiçoes antecipadas, pois a constante mudança a que tem procedido no governo parece tornar inviável mais uma remodelação para acalmar um país em efervescência.

4 comentários:

  1. Mas como é que quem elege se deixa cegar?!

    Já há mais que tempo e exemplos, caramba!

    Bom dia.

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  2. A questão da privatização da água tem vindo a servir de arma de arremesso para penalizar quem está no poder, no caso do Chile
    quem pagou foi Eduardo Frei. É um problema complexo que tem de ser analisado com cuidado. Cada vez mais os leitores olham para a árvore e menos para a floresta e quando se dão conta tem piñeras pendurados ao pescoço....

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  3. O que está a acontecer à humanidade????

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  4. Pobre América do Sul! Aquela ¨coisa¨governando a Venezuela. A outra ¨coisa¨ mandando na Bolivia e agora, este mandante no Chile.

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