quarta-feira, 30 de março de 2011

Tenham medo...

Ilídio Marques foi uma das testemunhas chave do processo Casa Pia. Semanas depois da sentença, que condenou os implicados no processo, foi entrevistado por Luís Maques, jornalista free lancer, a quem declarou ter mentido em tribunal.

Tentar saber quando é que IlídioMarques falou verdade é mero exercício especulativo que pode servir para vender jornais, mas não ajuda à descoberta da verdade. Trago o assunto à colação apenas porque Felícia Cabrita divulgou uma conversa gravada, tentando demonstrar que Ilídio Marques recebeu dinheiro para desmentir as acusações. LuísMarques afirma que a transcrição da conversa telefónica foi truncada e vai exigir, na justiça, a reposição da verdade.

Não sei de que lado está a verdade, mas se vier a provar-se que a conversa foi truncada, com o objectivo de acusar Luís Marques de comprar uma entrevista, não posso deixar de me interrogar sobre a veracidade de outras transcrições de escutas telefónicas feitas pelo “Sol”. Estaremos no terreno do vale tudo? Perante a incapacidade manifesta da justiça portuguesa nos dar respostas credíveis, confesso-vos que tenho medo do futuro.

12 comentários:

  1. Carlos
    Partilho o seu medo. Um dia qualquer um de nós pode ser acusado de uma coisa que não fez e com o tipo de investigação existente no nosso País?
    A minha sorte é que não sou uma figura publica e nunca o serei.

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  2. Carlos
    Recordo que quando os réus foram condenados estava de férias vimos as noticias, que nos tirou o sono, porque o que ouvimos estava clarinho que se tratava de uma pulhisse de tal tamanho, onde se condenam inocentes e se deixam culpados à solta, é assustador cair na teia da lei com a justiça que temos.
    Abraço

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  3. Carlos,
    Começo a ficar tonto.
    Mentiram antes?
    Estão a mentir agora?
    Que prova foi feita no processo?
    Já não percebo nada!!
    E também tenho medo.

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  4. Não estará antes o problema em andarmos todos a julgar com base em notícias?
    Eu não estive em qualquer sessão de julgamento, não ouvi o depoimento de qualquer testemunha, não vi qualquer exame, só leio/ouço as notícias e li parte do Acórdão que estava na net. Pelos exames médicos será indiscutível que há vítimas, que sofreram crimes graves quando eram menores.
    Para saber se os verdadeiros culpados e todos eles foram condenados na 1ª instância, em vez de ler artigos e opiniões, teria de ter estado no julgamento, e não estive...

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  5. Receio que nunca saberemos a verdade... Tal como a folha seca diz, espero nunca vir a ser acusada de crime que não cometi.

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  6. Mal daquele que cai nas desgraças desta inJustiça.

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  7. Acho que nunca se saberá quem mentiu e na altura que mentiu, e sobre o que mentiu.
    Há, de facto que ter medo desta nossa Justiça, que liga mais à opinião pública e o que é falado nos jornais, do que propriamente na verdade.
    Vejam-se casos como o de Maddie, Esmeralda, Apito Dourado, e outros que tais.
    Quanto mais falado na rua, melhor.

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  8. Tenho pânico é quanto ao sofrimento das vítimas passadas , presentes e futuras.

    Ou será que já nem vítimas existem?!

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  9. Redonda: Eu também não estive, mas para o efeito pouco importa. A questão que coloco tema ver com um testemunho contraditório ( não sei qual o vedadeiro...) e a truncagem feita por uma jornalista. É só isso...

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  10. Li a entrevista no "Expresso" e fiquei aparvalhada. Está bem que eram putos e tal, mas acusar pessoas inocentes só para dar mais visibilidade aos factos?

    Claro que também não sei se mentiu antes ou depois, mas a ideia com que fiquei dos tribunais, que já não era grande coisa, ainda piorou mais. É assustador pensar que algum dia lá podemos ir parar...

    Quanto aos jornalistas, sem comentários! Ou apenas este, só lhes interessam os "furos"... :S

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  11. Apenas dois pequenos apontamentos:
    Primeiro - Quando do início do caso Casa Pia, lembro-me de ver e ouvir num telejornal qualquer, Catalina Pestana dizer, em relação às acusações que alguns dos jovens supostamente abusados começavam a fazer, que "havia que ter cuidado com o que os miúdos diziam, porque por dinheiro eles diriam o que se quisesse". Nunca mais esqueci esta frase da referida senhora.
    Segundo - Não seria já tempo de se começar a investigar as investigações da D. Felícia Cabrita?
    è que por acaso, ou talvez não, tudo em que ela mete a "caneta" deixa um cheiro intenso a porcaria.

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