quinta-feira, 24 de março de 2011

Prova oral

Era ainda jovem, tinha trocado o consultório por um emprego na administração pública, embalado por promessas de amanhãs que cantam. Vestiu a camisola de funcionário público com pundonor. Trabalhava 10 a 12 horas por dia e fins de semana, sem reclamar horas extraordinárias. Até gostava de ter um dia de folga a meio da semana.
Tudo parecia correr bem, até ao dia em que a chefe lhe deu uma ordem oralmente. O assunto era delicado e ele pediu que a pusesse por escrito.
“ Não te chega a minha palavra?”- perguntou ela ofendida.
Com a ingenuidade dos 20 e poucos anos, via na chefe uma amiga e anuiu.A ordem foi cumprida, mas deu para o torto. Ela negou alguma vez ter dado a ordem e ele tramou-se. Nunca mais aceitou ordens orais que lhe cheirassem a esturro.
Ao fim de alguns anos abandonou a função pública, regressando à actividade privada. Hoje, diz que nunca viu tantas mulheres sacanas por metro quadrado, como na administração pública. Por isso acredita na ingenuidade de Paulo Machado, apesar de o ex- DGAI já ter idade para ser mais astuto.

6 comentários:

  1. Bom dia
    Isso é mesmo verdade e pior um pouco é que são elas que agora manobram todos os sectores da função pública.

    Perderam aquelas regras de são convivência e espírito de equipa onde todos se esforçam para conseguirem os mesmos objectivos
    Parece que na função pública agora reina um espírito de competição e de tramar a torto e a direito de quem não gostam.

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  2. Ontem teve noticia no jornal nacional sobre Portugal.
    Há muito tempo que não via
    com carinho Monica

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  3. Receber ordens??
    Só por escrito e assinadas, e, também importante, com data.

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  4. Hummm, o cheiro a esturro também chegou aqui!

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  5. Será?
    Só não me parece muito bem atribuir a "sacanice" às mulheres e pelos vistos, se mais na Administração Pública, também fora da Administração pública.

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  6. Oi Carlos.

    E como isso é verdadeiro. Trabalho no setor público e observo diariamente e à exaustão a veracidade do contido no seu texto.
    Eu também nunca vi tantas mulheres sacanas por metro quadrado como na administração pública. Será que é pré-requisito para o ingresso à carreira?

    Li no jornal sobre a renúncia de Sócrates e a crise em Portugal. Como estão as coisas por aí?

    Beijos

    Carla

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