quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Margem Esquerda


Margem Esquerda é um movimento de militantes do PS. Um dos nomes mais proeminentes que integra esta corrente é Fonseca Ferreira, ex-presidente da CCDR-LVT .
Ao contrário de Ana Benavente ou Carrilho que, ressabiados, vieram para os jornais tecer críticas a Sócrates, Fonseca Ferreira fez o que se pede a um militante de um partido democrático.Inconformado com a regra criada para o próximo congresso, que só permite a apresentação de moções políticas de orientação nacional, aos militantes que se candidatarem a secretário-geral do partido, Fonseca Ferreira apresentou um pedido de impugnação desta regra junto da Comissão Nacional de Jurisdição do PS, argumentando que “nunca existiu , na história do PS, uma proibição destas que viola preceitos básicos dos estatutos...”
Concorde-se ou não com a opinião de Fonseca Ferreira, há um ensinamento que se deve colher. Os problemas dos partidos devem ser resolvidos lá dentro e não com entrevistas ou artigos de opinião ressabiados na comunicação social.
Mais tarde ou mais cedo, quem recorre aos favores da comunicação social para amplificar a sua voz, vai ter de pagar o tributo. Não há promoções grátis. Ana Benavente e Carrilho deviam saber isso e aprender a lição.

7 comentários:

  1. Pois eu também acho que quem alterar algo é dentro do Partido. Aliás, Carrilho atacou Guterres, agora ataca Sócrates...porque não faz o mesmo que Defensor de Moura?Porque não se candidata a Seceretário.Geral?

    Não significa isto que eu esteja satisfeita com a actual situação, claro.

    Saudações

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  2. Tens toda a razão!
    É dentro das estruturas partidárias específicas que se resolvem os problemas.

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  3. Aplauso!!. Mas é obvio que este tipo de atitude passa à margem da comunicação social, porque obviamente não lhes dá troco, logo, não existem....!!!!

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  4. Carlos
    De acordo com o princípio.
    Embora não tenha militância partidária, vâo-se conhecendo por aí algumas estórias que demonstram que embora o principio seja justo a prática estraga tudo.
    Lembra-se da cena do voto de condenação à xenofobia do Sarkozy (que até levou a ameaças de demissão do lider parlamentar) A decisão tomada era a de secundar a moção do PCP ou apresentar uma própria. À ultima hora ordens de cima obrigaram a votar contra a moção do PCP e ficar por aí . A Xenofobia não foi condenada no Parlamento. Como sabe no PS o grupo parlamentar faz parte das estruturas partidárias. Tambem se deve lembrar que parte dessa estrutura até bateu palmas de apoio à atitude do tal deputado que gamou os gravadores a uns colegas seus.

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