sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Importa-se de repetir?

Não vi a entrevista de Pedro Passos Coelho, na RTP 1, porque a essa hora estava a ver jogar o meu clube. No entanto li o "Público" e esta frase deixou-me com "a pulga atrás da orelha":
Haverá eleições este ano?-perguntou Judite de Sousa. “Isso depende inteiramente do Governo”, respondeu o líder social-democrata
Sinceramente não percebi. Das duas uma: ou o PSD está a pensar apresentar uma moção de censura e conta com o apoio do PCP ou do BE, ou então sabe que se o governo "não se portar bem" Cavaco dissolverá a AR. Caso contrário, a afirmação não faz qualquer sentido. O que não é de estranhar, porque nada do que PPC diz faz sentido.

6 comentários:

  1. Também não vi a entrevista. Hoje ao dar uma vista de olhos pelos jornais, também me surpreendeu, ou não, essa tirada, assim como a do pote...surreal...:)))

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  2. Também não vi e olha que, pelo que ouvi nas informações, é mesmo isso!
    Quando se está entalado, fala-se vagamente a ver se alguma pega!...

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  3. O que ele diz infelizmente faz sentido sim, Carlos. Dentro da sua política e posicionamento e ambição e falta de escrúpulos e...tudo o resto que não tem a ver connosco!

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  4. Antes de mais outra grande vitória do nosso clube, que nem uma sevilhana de castanholas. Quanto ao resto, não estou surpreendido com mais este coelho tirado da cartola. Vamos nos habituando.

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  5. Stanislaw Jerzy Lec (1909-1966), num famoso aforismo chamou à política uma corrida de cavalos de Tróia.

    O problema principal de P. Coelho é que o seu "cavalo de Tróia" - segundo o que as sondagens vêm indicando - não consegue transportar o número suficiente de "aqueus" que possam tomar por dentro os recursos do Estado. E se leva "aqueus" do CDS juntos faz do cavalo (de novo) um saco de gatos desavindos.

    Curiosamente, Carlos Jalali, autor do melhor e mais alargado estudo sobre o sistema partidário em Portugal (1974-2005)sugere em curto comentário no Público (24/1) que as eleições presidenciais podem ter sido as primeiras vibrações de um "terramoto político" e que os votos do candidato madeirense teria dado para encher um táxi de deputados numas legislativas.

    O problema de Passos Coelho, tal como o do PS, pode ser o de os eleitores estarem fartos do «spoils system» que os dois maiores partidos têm vindo a criar ao longo de décadas. A proposta de redução do número de deputados parece apontar nesse sentido; e seria a forma mais simples de aumentar o bónus de distorção que os dois maiores partidos auferem a cada legislativa.

    Passos Coelho (ou qualquer outro líder de um dois partidos maiores) não enfrenta apenas o problema de ganhar eleições e a chefia do governo: enfrenta o problema curcial para as clientelas partidárias de conseguir manter o sistema de rotativismo - de fazer com que apenas um dos dois "cavalos de tróia" vença a corrida. É natural que a data das eleições seja uma solução cooptada entre as cúpulas dos dois maiores partidos e o presidente, que é nisto "peça chave". Resta saber se a "peça" Cavaco era tão importante para o «spoils system» a ponto de justificar "chapelada". O episódio da contagem dos votos e a trapalhada dos cartões não é augúrio de nada de bom.


    Cumprimentos.

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  6. Também não vi a entrevista, mas vindo a resposta de quem vem nada me surpreende, aliás venha o que vier deste Governo não me deixa indignada. O soliplass no seu comentário fala dos "cartões" isto como diz o velho ditado, é o resultado de porêm os bois á frente da carroça, existem cartões e não existem máquinas para os ler.
    Abraço

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