sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E que tal ir apanhar gambozinos?

Tive de aplaudir, de pé, este post do sr. Luís.
Canção de intervenção lhe chamava ontem uma entusiasmada jornalista da RTP. Ana Bacalhau bem tentou explicar que não era nada disso e nem estavam à espera do tremendo sucesso mas a jornalista, entusiasmada e imberbe, insistia que a canção é "o hino de uma geração"! O editor (de imagem?) deu uma ajuda à opinativa jornalista e colocou um excerto de Zeca Afonso, em jeito de comparação.
Não há pachorra!

4 comentários:

  1. Gostei muito da canção, mas de facto compará-la a Zeca Afonso será exagerar. Até porque não considero que essa música seja um hino de uma possível revolução. E se algum jovem pensar dessa forma, só demonstra que anda mesmo com os olhos tapados. A música critica a falta de oportunidades que existem para os jovens, mas critica, sobretudo, a inércia da juventude. O motivo desta inércia é discutível e poderia estar aqui a escrever e escrever sem parar, mas não posso porque trabalho a recibos verdes e se não trabalhar não recebo. No entanto, penso que os jovens fazem aquilo para que foram educados: não reclamar. E se não estão bem podem sempre comprar um gadjet qualquer para tentar alegrar a sua vida. E eu tb me incluo neles, apesar de já me chamarem cota, mas dizem os americanos que os 30 são os novos 20.
    Eles são os filhos dos revolucionários, ou os filhos dos filhos dos revolucionários, que talvez sejam mais hipócritas do que muitos daqueles contra quem lutaram. Façam o que fizerem, nunca estarão à altura dos seus progenitores. Nas escolas, facilitam-lhes a vida. Não os ensinam a pensar por si mesmos. Em casa é a mesma coisa. São uns miúdos mimados, que não têm de lutar por nada. Agora, querem que saiam à rua e lutem?? Haverá geração mais desacreditada do que esta?

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  2. Até aprecio a letra e acho que tem todo o sentido. Mas comparar !ue Parva Sou" com José Afonso é surrealista!

    Bom final de semana.

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  3. Eu não consegui ouvir nada mas me deu uma curiosidade. O que é gambuzinos?
    com carinho MOnica

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  4. A comparação às canções de intervenção de Zeca Afonso, J.M. Branco e do Fausto pode até ser bem intencionada mas deverá se fazer com as devidas diferenças, e que são bastantes.

    Assim como na música “Movimento Perpétuo Associativo”, os Deolinda escrevem de forma a agitar consciências, retratando uma sociedade vazia de oportunidades mas atingindo em cheio, por um lado, uma grande franja da juventude adormecida, amorfa e acomodada sem mexer uma palha para alterar a sua situação e, por outro lado, os jovens precários que estudaram e de formaram mas que sentem muitas dificuldades para ingressar num mercado de trabalho e contribuir com o seu esforço para o seu sonho pessoal e ajudar a levantar este país.

    Para a Mônica, Apanhar ou caçar Gambuzinos é uma expressão para quem revela a capacidade de desperdiçar esforço e tempo sem alcançar coisa alguma.

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