terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Caderneta de cromos (25)


Alexandre Soares dos Santos, também conhecido por sr. Pingo Doce, aaproveitou uns minutos de antena concedidos pelas televisões para mostrar que é um ser humano repugnante. Para quem o quisesse ouvir, afirmou: "Andam a discutir essa porcaria do salário mínimo..." e, a partir, daí desatou desancar Sócrates. Está no seu direito. Vivemos num país livre onde, apesar de alguns patuscos convocarem manifestações para protestar contra a liberdade de expressão, cada um utiliza os tempos de antena generosamente concedidos pelas televisões para desabafar.
Vivemos um período sui generis. Quem quer dizer mal do governo e denegrir os trabalhadores, tem os microfones estendidos como uma passadeira vermelha, mas quem quiser desmontar as patacoadas, não tem as mesmas possibilidades.
O problema é que apesar de se apresentar como uma pessoa acima de qualquer suspeita, cumpridor das leis, mas amargurado pelo facto de ser mais bem visto na Polónia do que em Portugal, o sr. Alexandre tem telhados de vidro e também faz uns truques.
Agora chega a notícia das acusações da federação sindical europeia, sobre práticas abjectas do patrão do Pingo Doce em relação aos trabalhadores.
O sr. Santos não é apenas um daqueles merceeiros rascas que rouba os clientes, porque tem uma balança deficientemente aferida. Desrespeita também os mais elementares direitos dos trabalhadores.
Fica nesta caderneta de cromos com o nº 25. Número que fica bem a merceeiros, habituados ao quarteirão. O seu cromo será devidamente embrulhado em papel suficientemente macio para que todos limpemos o rabo às suas trombas.
Pessoalmente, tomei uma decisão: nunca mais gasto um cêntimo nos supermercados Pingo Doce.

16 comentários:

  1. O tempo está de feição para estas criaturas, sem dúvida!!

    Tudo de bom.

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  2. Sabe o que é chocante? É que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada a 10 de Dezembro de 1948, ainda não seja do conhecimento desse senhor. É normal, não é? Os valores aí defendidos não encaixam no mundo dos negócios.

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  3. Tenho pena de não ter ouvido...
    Vou ver se consigo pela net.

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  4. Também nunca frequentei o Pingo Doce!
    Afinal o sujeito é mesmo mal educado...entre outras coisas!

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  5. Não conhecia este cromo, mas é bem elucidativo do género de patronato que existe em Portugal: merceeiro rasca e prepotente com os seus subordinados, apenas vendo cifrões à frente do nariz! Pfff!

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  6. Estou tramado, sem alternativa... O "eucalipto" secou tudo à volta, Está na maior.
    Se se queixa, quer ainda melhor.
    E vai ter,
    quer-me cá parecer...

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  7. Macio mas que não rompa para não sujarmos as mãos...

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  8. Caro Carlos
    A criatura de que aqui fala nem sequer merece ser tratada como merceeiro. É que, sabe, conheci um merceeiro que um dia deu emprego a um "miúdo" chegado da sua terra. Tempos depois por ter percebido que o rapaz tinha jeito pagou-lhe um curso de guitarra. Seis meses depois, os clientes do merceeiro, para além da simpatia com que ele os atendia, passaram também a ser brindados com uns acordes de guitarra. O tempo passou e deixei de ver o tal "miúdo". Respondendo-me disse-me o merceeiro que o jovem, por "ter asas para voar mais alto" tinha concorrido à polícia e sido admitido.
    E agora? Perguntei.
    Logo se verá, respondeu, acrescentando: Foi melhor dar um futuro ao "miúdo" do que ter recebido as contas que clientes me devem há três meses.
    A criatura de que fala, caro Carlos, para utilizar palavras dele, é uma porcaria.

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  9. Um autêntico cromo, o Sócrates respondeu-lhe à letra e fez muitíssimo bem.

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  10. Belo texto , Carlos...
    mas não posso dizer o mesmo quanto a deixar de ir ao Pingo Doce... ás vezes caio lá ....
    Capital sem pudor...

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  11. Vi uma entrevista dele muito recentemente.
    Um tipo arrogante, maniento.

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  12. Não se compreende que só tenham comentários favoráveis à vossa posição.
    Assim sendo, sugiro que inventem alguns, para dar mais credibilidade à coisa.
    Cumprimentos.

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  13. Não sei o que se passa na Polónia - mas espero que não seja verdade.

    Seja como for:

    - O que ele disse sobre Sócrates é verdadeiro. Factos.

    - A Jerónimo Martins, por decisão interna, há imenso tempo que não paga salários inferiores a 500 euros. O que decidiu este governo a esse respeito há poucos meses? Pois...

    - Os Supermercados Pingo Doce oferecem diarimente pão e outros produtos a instituições de solidariedade social, como a Cáritas.

    - A Fundação Francisco Manuel dos Santos, com ligações a Alexandre Soares dos Santos e à Jerónimo Martins, tem promovido actividades absolutamente notáveis: conferências sobre educação, estudos sociais, edição de livros baratos e de muita qualidade, e acima de tudo a notável Base de Dados PORDATA.

    Enfim...
    No tom acintoso das críticas a Alexandre Soares dos Santos nota-se o velho preconceito esquerdista segundo o qual todos os capitalistas são diabólicos.

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  14. O comentário do Sr. Carlos Pires faz-me trautear uma canção "Vamos brincar à caridadezinha...", para um grupo que faz milhões, são migalhas e publicidade, só me o "Arredonda" e cª limitada...Caridade com o dinheiro dos outros é fácil de fazer.
    Quanto ao "cromo" eu não precisava de conhecer o senhor para chegar à conclusão do calibre da coisa, basta vermos a vergonhosa a publicidade enganosa que a marca Pingo Doce tem associada. No Pingo Doce de facto, a diferença de preços é tão abismal que existem coisas que se levarmos não só são de borla como ainda nos pagam (cof, cof).
    Eu quero ver quando chegarem as previstas subidas perigosas de preços.
    Infelizmente, como este há aos pontapés, a falta de calibre mental para se ser rico e patrão, nem no divã se resolve, porque "manda quem pode, obedece quem deve".

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  15. O comentário do Sr. Carlos Pires faz-me trautear uma canção "Vamos brincar à caridadezinha...", para um grupo que faz milhões, são migalhas e publicidade, só me faz lembrar o "Arredonda" e cª limitada...Caridade com o dinheiro dos outros é fácil de fazer.
    Quanto ao "cromo" eu não precisava de conhecer o senhor para chegar à conclusão do calibre da coisa, basta vermos a vergonhosa a publicidade enganosa que a marca Pingo Doce tem associada. No Pingo Doce de facto, a diferença de preços é tão abismal que existem coisas que se levarmos não só são de borla como ainda nos pagam (cof, cof).
    Eu quero ver quando chegarem as previstas subidas perigosas de preços.
    Infelizmente, como este há aos pontapés, a falta de calibre mental para se ser rico e patrão, nem no divã se resolve, porque "manda quem pode, obedece quem deve".

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