sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Um grande imbróglio

Se no domingo Cavaco for reeleito, com mais votos do que os dos seus familiares e amigos, então, os portugueses têm um grave problema para resolver. Uns desconfiam que Sócrates é mentiroso. Outros desconfiam da honestidade de Cavaco, por se ter recusado a esclarecer as dúvidas que sobre ele recaem.
Esta é a verdadeira crise do Portugal democrático, que o FMI nunca poderá resolver.

3 comentários:

  1. Cavaco Silva, para muitos portugueses, se for reeleito, será certamente mais um factor de crise, instabilidade e inquietação. Claro que, para outros, nem tanto. Porém, vejamos. No periodo 2005/2011, Cavaco empossado em Março/2006, superintendeu quase toda a governação Sócrates. Que iniciativas tomou para alterar o rumo do país, sobretudo a partir das legislativas de 2009? Nada, apenas "boas intenções", "piedosos propósitos" e "contemporizações". Cavaco Silva mostrou, à saciedade, não ter perfil, competência e capacidade para lidar com situações de elevada pressão politica e social, numa altura em que, estando o PS/Sócrates seriamente fragilizados mais se impunha uma intervenção soberana para não deixar "deslizar" o poder politico e a governação para a tomada de medidas drásticas e extremamente penalizadoras das empresas e cidadãos mais carenciados e desprotegidos.
    Sabemos agora que, pelo menos, por três razões, Cavaco Silva não se assumiu :

    1ª) A inexistência de qualquer alternativa de governação válida.
    2ª) O medo da instabilidade social e politica que iria provocar.
    3ª) O medo de colocar em risco a sua reeleição.

    Haja quem me convença do contrário.

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  2. Um presidente
    Uma maioria
    Um governo
    Uma constituição
    No fundo é um pouco aquilo que temos hoje, mais cru e duro!

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