segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Santa Bárbara


Diz o povo que as pessoas só se lembram de Santa Bárbara quando troveja. Acontece o mesmo em relação ao Estado. Todos gritam "menos Estado, melhor Estado" Mas o que fazem quando o Estado defende o interesse dos contribuintes cortando nos subsídios às escolas privadas, de forma a igualá-los com o sector público? "Aqui d'el Rei que o Estado está a roubar-nos".

Depois ainda há aqueles patuscos para quem o Estado deve servir para pagar as custas judiciais dos seus crimes.

E há os empresários que vivendo quase exclusivamente de serviços prestados ao Estado, não querem que o governo interfira no negócio, porque lhes está a tirar privilégios.

Há ainda aqueles, como Manuela Ferreira Leite, que reclamam o corte dos salários dos trabalhadores, mas protestam e recorrem à litigância, argumentando que a obrigatoriedade de optar entre o salário público e as reformas, não lhes é aplicável.

Valha-nos Santa Bárbara! Eles ainda não perceberam que o Estado somos NÓS

5 comentários:

  1. A julgar pelos números da abstinência, diria que grande dos portugueses também se esqueceu de que somos nós o Estado.

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  2. Um post muito oportuno e que deveria ser tido em conta por todos desde os mais ilustres até aos mais simples.

    Meteu no mesmo saco diversas situações e nem Santa Barbara nos pode valer. Este estado em que tudo se transformou por interesses corporativos e outros correlativos.

    É preciso desinstalar os que se colam ao governo para se servirem e serem servidos em vez de estarem no governo para o bem público e defesa do interesse colectivo.

    Relativamente ao ensino particular o mesmo só funciona por opção particular. Quem ingressa lá tem de pagar. Uma coisa será a minha escolha e outra serão as minhas possibilidades.

    Se uma escola pública der aos alunos uma formação completa a maioria das pessoas optará pela pública e nunca pela privada.

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  3. Infelizmente, Carlos, nós todos, a população em geral não entendeu que o Estado somos nós. Quando entendermos...

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  4. Enquanto os portugueses não pensarem no colectivo, estaremos sempre a gritar por Santa Bárbara!

    Beijinhos

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