domingo, 30 de janeiro de 2011

O Bife


Há quem vá a um restaurante só para comer um bife. Embora já tenha sido grande apreciador dessa especialidade gastronómica, nunca me passou pela cabeça pedir um bife num restaurante. (Excepção, claro está, quando estou na Argentina ou no Uruguai e me deixo seduzir por um belo bife de chorizo...) A razão é simples : como bifes muito melhores em casa e muito mais baratos.
Não nego que em Lisboa se comem bons bifes fora de casa, mas apenas os comia em bares, com amigos, para acompanhar uma boa conversa. Nesses tempos, elegi os bifes do Café de S. Bento e do Old Vic como os melhores de Lisboa. Pela qualidade, mas também pela companhia. Hoje, raramente como bifes e, quando o faço, é em casa.
O segredo de um bom bife não reside apenas na qualidade da carne. É essencial cozinhar a carne no ponto que mais se aprecia. Essa coisa de pedir um bife bem ou mal passado, no ponto, ou médio mal, é uma treta. Olho para a carne e sei exactamente quanto tempo ela deve estar na frigideira ou na grelha para ficar como eu gosto.
Quanto aos molhos, embora os ache dispensáveis, pois iludem o sabor da carne, considero-me um “expert” na matéria. Confecciono vários, de acordo com o apetite do momento. Ah! E nunca ponho o “ovo a cavalo”, que considero um intruso no meio da carne suculenta e da batata frita a preceito, ou do legume grelhado. Depois, para acompanhar, nada de cervejas. Um bom tinto é o companheiro ideal para apreciar um bife como deve ser.
Mas por que raio me deu para vos falar hoje de bifes? Porque ontem me deu uma vontade enorme de comer um "bife de chorizo"num restaurante porteño da Maipú, enquanto assistia `a actuação de um casal de "tangueros" que por lá pára. Grelhado, sem molhos, acompanhado de uma bela batata assada e tomate grelhado.

14 comentários:

  1. Inveja (da boa, da saudável!)não dos bifes, que dispenso, mas dos sítios simpáticos por onde andas:)))
    Boas estadias!

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  2. Força e bom apetite!
    Quando olho para um bife não consigo perceber o tempo que leva a cozinhar. Estou demasiado ocupada a tapar o nariz, para não sentir o cheiro do sangue. :)
    Não como carne. Primeiro, porque não gosto do sabor. Segundo, porque gosto dos bichos vivos. :)

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  3. Não sei o que é um "bom bife"...
    esse tal prazer que se sente (e até se saliva) no seu texto.

    Incapacidade do meu palato...
    ou lá terei que ir até ao tal de restaurante porteño da Maipú! (rs)

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  4. Caro Carlos, ontem comi uma costeleta de vitela mirandesa, deliciosa...
    Um abraço.

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  5. Anda pela "minha " Patagónia?
    Qd me convida? Era o sitio ideal para recuperar e mandar o bicho à fava, de uma vez por todas. Veja lá se arranja espaço na bagagem!!

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  6. Eu também já fui mais de bifes, hoje é mais pastas saladas. Esses que refere não conheço, mas tenho pena...

    :)))

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  7. Sou das carnes magras
    agarradas ao osso

    Abraço

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  8. Nada de confusões! Ontem deu-me vontade de ir comer um bife de chorizo àquele restaurante que tão bem conheço. Só isso... Infelizmente, ainda vou ter de esperar uns meses para poder voltar lá. Por isso, não tenham inveja. Pelo menos para já...

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  9. Bife com batatas é minha lembrança gastronômica mais forte de Buenos Aires.Aquilo sim é um bife de respeito!
    Não pretendia comer bifes em Portugal, mas se a oferta for irrecusável, experimentarei!
    Estou pensando mesmo é num bom bacalhau, sem ovos tb :o)
    Me falaram de um bom restaurante cuja vista dá de frente para o castelo de São Jorge.
    Procurarei.

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  10. P.S. Terei quase uma semana no inícío de Abril para procurá-lo.
    (o restaurante...rs)

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  11. No "ÚLTIMO TANGO", no Bairro Alto,
    fica-se bem saciado com um bom naco de carne...uhm....
    Mas os poucos que vou comendo, é por casa também...
    E... hoje como jantei mal...estou ca com um apetite... que o melhor é ir dormir...

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