quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quando as máquinas têm razão...

Na reportagem , emitida em horário nobre e canal aberto, um jovem é entrevistado à porta de uma discoteca. Com o ar triunfante de quem vai dizer aos amigos “vejam a entrevista que dei para a televisão”, pergunta sem qualquer rebuço:
Se vier para a noite e não beber, que venho cá fazer?” Outro assegura “sei muito bem até onde posso ir” e outro ainda, incrédulo face à fiabilidade das novas tecnologias e escarnecendo da legislação em vigor, garante “a máquina pode acusar, mas que me interessa, se estou perfeitamente sóbrio?”.
Nessa mesma noite de terça-feira, o trânsito é escasso. Na Avenida da República, a Brigada de Trânsito intercepta um condutor que acabou de fazer uma manobra perigosa a altíssima velocidade. O condutor tem 19 anos e faz-se acompanhar de alguns jovens com idades aproximadas. Tenta convencer o agente que está perfeitamente sóbrio - “apenas bebi umas cervejas na festa de anos de um amigo”-, mas este não se deixa iludir. Feito o teste, o resultado é de 1,3 mg. A viagem continuou, mas noutro meio de transporte e com outro condutor, para um destino que os jovens não tinham planeado para aquela noite.

18 comentários:

  1. Há muitas décadas atrás já cheguei à conclusão que a bebida é prós fracos de espírito. (destrói muitas coisas: vidas, células cerebrais, dinheiro e outras coisa mais). :)

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  2. Ai, ai esta juventude... bem, é a mesma no sentir de há décadas atrás, com comportamentos de risco, com uma droga que é e sempre foi permitida: o álcool. Os abusos nem sempre correm bem, como o seu texto retrata.

    ;)

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  3. Infelizmente, muitos acabam colados a um poste, ou a uma árvore e tudo acaba ali, ou numa cadeira de rodas.

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  4. Chamaria a essa viagem "The Prize of the Unconscious". Mas são prémios que pecam por serem pouco consistentes ... Vou ali e volto já!

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  5. Quem tem sangue no álcool em vez de álcool no sangue costuma achar imune a tudo. ;)

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  6. Quando se chega ao limite do desespero tenta-se qualquer coisa pra esquecer. não condeno quem encontra libertação num porre memorável num sábado a noite. Mas que seja um sacrifício individual, que seja só o seu fígado que sofra naquela noite. Dirigir alcoolizado é imperdoável. Nunca vou esquecer uma noite, enquanto saía de um bar ao mesmo tempo que outra mulher que segurava algumas garrafas na mão e gritava "eu que vou dirigir essa noite e espero que os postes sejam de borracha!"
    O pior é que tinha gente rindo. No fundo espero que eles tenham chegado em casa inteiros.

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  7. A idade de todas as certezas, de todas as arrogâncias, de todas as insolências, mas também de todos os perigos - e quantas vezes tudo se perde num segundo!
    Boas Festas!

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  8. Dizer que acompanho as crónicas.
    Um eloquente NATAL FELIZ!

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  9. CARLOS, ontem, aqui, num município
    chamado São Gonçalo, aconteceu isso
    com jovens que vinham de uma festa.
    Eles tinham idades entre 19 e 22 anos. O carro partiu-se ao meio,de-
    pois de bater num poste. Infelizmen
    te isto ocorre em todo mundo.

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  10. Enfim... Acho que o mal está generalizado...

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  11. Ser jovem é um risco.
    Mas ser irresponsável são dois riscos... e quantas vezes bem para além da juventude.

    Os meus desejos de um Feliz Natal.
    E um abraço

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  12. É péssimo não se ter a noção da realidade e ser-se irresponsável...
    Ainda bem que foram apanhados, talvez fosse uma "sorte".
    Abracinho meu

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  13. Que 2011 traga mais discernimento na cabeça de determinados jovens.
    Um Feliz Natal para si.

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  14. Quero desejar a você um feliz Natal e um próspero 2012.
    Abraços.

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  15. Precisamente um dos efeitos do álcool consiste em fazer-nos pensar que somos donos do nosso destino...

    E depois, com certeza, sair só para beber, como se não se pudesse sair para falar com os amigos (mas a música está tão alta que não permite conversas) e cobrar forças para fazer aquilo que em estado "normal" a gente nunca faria: anular a razão.

    E não, não é coisa só de juventude. Há muitas pessoas maduras (!?) que pensam o mesmo, que controlam.

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  16. E cada vez, se vê mais. Não venham cá com as "brigadas" anti-bebida e o haver um que não bebe, que isso não funciona. As pessoas sobre o efeito da bebida modificam o seu comportamento, a sua maneira de ser, e o que poderia muitas vezes ser uma saída de festa, acaba em saída de hospital.

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