quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lá vai Lisboa...


“ … E mesmo que esteja frio
Que os barcos fiquem no rio,
Parados sem navegar,
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar.”(…)
( Recado a Lisboa)
Concedo que montar um Luna Park no Rossio, durante a época de Natal, não foi das melhores ideias do executivo de António Costa. É certo que Lisboa tem saudades de uma Feira Popular, mas aquilo é uma mostra pouco digna para quem nos visita durante esta época do ano.
Vendo a coisa por outro prisma, percebo a bondade da iniciativa. Numa época de crise, o Luna Park improvisado irá animar a baixa e o comércio local, tão carente de consumidores dispostos a gastar uns cobres nos estabelecimentos que definham, à espera de uma morte anunciada .
Entretanto, Lisboa moderniza-se com um parque hortícola no Vale de Chelas, o que lhe irá conferir, certamente, aquele ar picaresco das nossas aldeias. O Circo Chen está instalado nos terrenos da antiga Feira Popular que, lá para o Verão, talvez se transforme em “drive-in” se para tal houver engenho e arte da vereação lisboeta.
Aguardemos a inauguração de novos fontanários na Praça da Figueira e de um coreto nos Restauradores, ou no Parque Eduardo VII, onde nas tardes de domingo actuará a orquestra filarmónica da GNR.
No Terreiro do Paço, aproveitando a sinergia com os palhaços que andam nas imediações, será instalado um circo permanente. Para completar o ramalhete, ficará apenas a faltar a instalação, nas faixas laterais da Avenida da Liberdade, de barracas de tirinhos, farturas e couratos. Na faixa central, funcionará o mercado de hortícolas, onde os agricultores do Vale de Chelas desfilarão, recriando os pregões para publicitar os seus produtos.
O Marquês de Pombal será transformado, nas tardes de domingos e feriados, em pista de dança, onde decorrerão animados bailes populares. Um diligente disc-jokey passará incessantemente música de Tony Carreira, Marco Paulo, Emanoel, Mónica Sintra e outros artistas portugueses do agrado dos dançantes que, além do farnel, levarão garrafões de cinco litros e grades de cerveja, para manterem a boa forma.
Ao cair da noite, ouvir-se-á o ribombar de foguetes, mesclado com o toque dos sinos, anunciando aos lisboetas que é hora de regressar a casa, porque na segunda-feira a crise continua.

10 comentários:

  1. Moro em Lisboa e ainda não sabia essa do... Luna Park
    Tenho saudades da Feira Popular, de lá ir nas noites quentes de Verão... ou talvez, nem seja da feira, mas saudades da meninice e de lá ir com os meus avós que moravam lá perto.

    Bjos

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  2. Isso é que vai pr'aí uma animação. Pois por cá na terrinha parece que nenhuma novidade desaguou nas ruas da Imbicta e para além da Câmara ter reduzido despesas nas luzinhas, as ruas comerciais ficam-se mesmo pelo ar pitoresco e mesmo nada picaresco. É da crise!

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  3. Meu amigo:
    Lisboa está um verdadeiro espectáculo pimba ;-)
    É só escolher o melhor "petisco"!

    "Cheira bem cheira a Lisboa!" ;-)

    Beijinhos

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  4. Ó Carlos, desculpe mas está desactualizado!
    O circo já está instalado há muito, mas é la para os lados de S. Bento. Ainda não tinha ouvido falar?
    Tem umas reminiscências no Terreiro do Paço, sim, num tal MF, a cargo de um mestre de cerimónias de nome TS.
    Actualize-se:))

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  5. ...e será que o povo
    assim divertido
    e depois de tanta andaça
    e dança
    se esqueçerá quem tem vazia a pança?

    Ah! esquecia o coirato
    sempre amenizará... é barato!

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  6. Recebi a confirmação da sua participação no concurso UM CONTO DE NATAL, apresentado no licas-ontemehoje. blogspot.com

    Obrigada. Fico a aguardar, mas não se esqueça que só faltam 8 dias. De amanhã a oito dias acaba a recepção dos contos.

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  7. Carlos passei para conhecer seu blog ele é not°10, show, espetacular, muito maneiro com excelente conteúdo você fez um ótimo trabalho desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilimine seus caminhos e da sua família
    Um grande abraço e tudo de bom

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  8. Para além do tintol não levam tachos com coelhinhos guisados????

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  9. Transformar Lisboa numa aldeia, em grande, parece-me a ideia mais saloia dos últimos anos...

    Tinham mais era de devolver a Feira Popular aos lisboetas e deixarem-se de tretas e invenções parvas!

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