quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Importam-se de me explicar?



Há notícias que leio duas e três vezes, mas não consigo entender. Provavelmente, serei muito burro ou... analfabeto funcional. Peço por isso a vossa ajuda. Expliquem-me, por favor, como é que a substituição da calçada portuguesa, por outro tipo de pisos, "vai ajudar à fixação de mais famílias e empresas em Lisboa."

Já agora, sem querer abusar da vossa paciência, agradecia que me esclarecessem outra coisa. Se a perspectiva é reduzir a área da calçada portuguesa na próxima década, como se justifica que a CML esteja a pavimentar a Duque d'Ávila com essa calçada desde o "El Corte Inglês" até ao Arco do Cego?

13 comentários:

  1. fácil. O novo piso vai ter cola para fixar as pessoas à cidade.

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  2. Eu explico : É que assim alguém recebe dinheiro para pavimentar com calçada portuguesa, depois outros receberão por substituir por alcatroado, mas como se vai chegar à conclusão que a calçada é que era típica, outros irão receber para voltar a pôr como estava antes !
    Elementar meu caro Watson !
    Não dizem que o que é preciso é fomentar as obras públicas ? :)))
    .
    .

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  3. Pois é Carlos:
    O que não tem explicação, explicado está!!!
    :))))

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  4. Oh Carlos, franchement...Isso tem a ver com o uso de saltos agulha.

    :)))

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  5. A questão não se fica pelas opiniões do autor do artigo, nem da citada. Parece que estamos perante uma vontade de, simplesmente, quererem “botar faladura”. O problema da calçada portuguesa não se pode reduzir às zonas inclinadas, onde, efectivamente, pode ser escorregadia, dependendo do material utilizado ser mais ou menos polido e do uso intenso que lhe é dado.

    O grande problema da calçada portuguesa, particularmente em Lisboa, é que há um verdadeiro cancro que se propaga por todos os lados: é uma pedra que falta, outra que é arrancada e mais outra e outra, até que fica um buraco. Um buraco aqui, outro ali e fica a calçada portuguesa toda esburacada. E, infelizmente, a baixa lisboeta está minada por estes tristes exemplos. Caricato exemplo disto foi o retirar de inúmeras pedras das ruas e avenidas de Lisboa na altura da cimeira da Nato.

    Não sendo, nem de perto nem de longe, especialista nesta matéria, entendo que a técnica da colocação da calçada portuguesa podia ser melhorada, de forma que as pedras ficassem mais fixas, evitando o esburacamento. E isso daria um melhor aspecto às ruas da baixa. Seria, apenas, aliar a técnica à arte e a arte à técnica.

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  6. CARLOS, aqui, no Rio de Janeiro,vie
    ram recentemente, profissionais daí
    para ensinarem como refazerem as
    calçadas com as pedrinhas portugue-
    sas.
    As mulheres que usam aqueles saltos
    bem fininhos, não gostam nem um pou
    co desse tipo de calçadas. Elas re-
    clamam. Mas, eu acho bonito.

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  7. Adoro a calçada portuguesa, mas, verdade seja dita, acho que fazem bem em substituir pelo menos nas áreas menos típicas. Porque é extremamente perigosa, se mal feita. E aqui na zona de Benfica, é o que concluo, porque ainda há poucos meses estiveram a arranjar aqui um local de mais passagem - onde todos os dias caiam pessoas, devido à falta de pedras, piso inclinado, saliências várias - e já está novamente a "desfazer-se". Pior ainda, é que anda uma série de gente (novos e velhos, note-se) de muletas/canadianas e pernas partidas ou pés torcidos, à conta do dito pavimento...

    Acredito que tenha vantagens para dar mais segurança aos cidadãos, essa outra da fixação não consigo discernir... ;)

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  8. Francamente, penso que isto será mais um estratagema para Alguém Ganhar Dinheiro.
    Quem usa saltos finos devia pensar primeiro na sua saúde e passar a usar outra coisa, em vez de querer acabar com algo mais antigo do que a moda dos saltos palitos lol que, provavelmente, acabará por mudar como tudo o que diz respeito a modas ;))

    Bjos

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  9. Será que vão enviar a calçada removida para Macau?
    Está outra vez muito "in".

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  10. Foi com tristeza que li este post. O trabalho árduo dos calceteiros, vai ser deitado ao lixo???
    A calçada portuguesa que tanto nos enche, ou enchia de orgulho, vai ser deitada fora?
    Realmente a "cabeça pensadora" desta situação, deveria levar com a calçada por cima...

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  11. Sobretudo, concordo com o Rui da Bica e com a Isa. O que eu não consigo mesmo perceber é a lógica da substituição. Que tipo de piso seria mais seguro? Blocos de cimento? Alcatrão? São todos bem mais escorregadios. Poderiam, sim, arranjar a calçada gasta e estragada, que provoca quedas. Não é motivo para a sua substituição.
    Espero que estejam conscientes de que a substituição da calçada, por outro material, não vai eliminar o cocó dos lulus, nem o lixo do chão, que certamente também provocará algumas quedas e desconforto a tias de salto alto borrado.

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  12. Com franqueza! Mas não é novidade as autarquias permitiram que os gabinetes do urbanismo, alicerçados em falácias economicistas e estéticas no mínimo discutíveis substituem uma tradição pelo cizentismo do cimento ou do granito. Exemplo dessa triste realidade foi o que a CMP "permitiu" que fizessem fazer com a nossa principal sala de visitas que é a Avenida dos Aliados. Arrancaram a dela calçada portuguesa, as árvores e o jardim para lá plantarem pedras de granito cada vez mais manchadas de uma civilização prisioneira do automóvel.

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  13. Acabei de me descobrir analfabeta funcional...pois juro que não compreendi a lógica do último trecho do texto.

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