quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Violência contra as mulheres

Assinala-se hoje o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Os “Dias de…” valem o que valem, mas vale sempre a pena lembrar que a violência contra as mulheres em Portugal não tem parado de aumentar desde 2004, ano em que se fizeram os primeiros registos. Só o facto de apenas em 2004 ter passado a haver registos seria suficiente para percebermos o atraso civilizacional do país, mas adiante…
Desde 2004 morreram 247 mulheres vítimas de violência. Algumas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se as autoridades reagissem mais pró activamente às queixas apresentadas pelas vítimas. Juízes que justificam sentenças benévolas com retrógrados argumentos machistas, ou deputados ( este, ainda por cima é coordenador da Campanha contra a Violência Doméstica) que fazem como a avestruz, em nada contribuem para diminuir os casos de violência.
Este ano já morreram em Portugal 39 mulheres vítimas de maus tratos conjugais e, só na Madeira, foram assistidas 172 mulheres vítimas de violência doméstica.Vivemos numa sociedade machista e hipócrita que promete acção, mas se fica pelas promessas, e onde a mulher, muitas vezes, acaba por ser conivente, por esconder ou desculpar a violência de que é vítima. Começa pela sua mudança de atitude o combate a este flagelo.

11 comentários:

  1. Carlos
    De facto os dias de...valem pelo que valem. Este é um daqueles que não devia de existir, mas existe porque há motivos para que exista, para vergonha de todos nós.

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  2. Aprenderam todos pela mesma cartilha: Os Marialvas que agridem e matam e os que os julgam e fingem que punem.
    O país do opróbrio em todo o seu vigor.

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  3. A violência doméstica não é exclusiva das mulheres, embora elas sejam as vítimas que estão em maioria.
    A mulher tem que se consciencializar que não é um objecto...infelizmente muitas escondem e defendem o agressor, pelos mais diversos motivos.

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  4. Por isso tudo e muito mais, publiquei este texto e propus para que não se fechem no drama e dêem o alerta, pois assim a ajuda pode bater à porta.

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  5. Muitas das que morreram já tinham saído de casa, o problema é que elas têm pouca protecção contra o agressor.


    Bjos

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Meu amigo:
    Também eu, no meu espaço, assinalo este dia com grande tristeza, e porque sei que estes números com a crise económica, irão ainda crescer mais.

    Beijinhos

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  8. Há situações que são o diabo, mas se não forem elas a tomar consciência e a denunciarem a situação, é circulo vicioso que nunca mais acaba.

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  9. Por acaso também já tinha escrito sobre isso, quando saiu o relatório anual do Observatório. Que tem apenas dados parciais, uma vez que o ano ainda não acabou! E claro que havia ainda muita coisa a mudar, nomeadamente a nível de mentalidades e pela educação que é dada os rapazes desde pequenos. Pelas próprias mãezinhas!

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  10. Concordo plenamente com a Teté. Seria de esperar que essas situações já não acontecessem com casais da minha geração. E de facto, a maioria dos casais que conheço são radicalmente diferentes dos casais da geração dos nossos pais, mas, de vez em quando, lá se encontra um espécime ou outro, que nasceu não sei em que século e que perpetua os exemplos que teve em casa.

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  11. Carlos,
    Como jurista, e humanista, não devia escrever o que vou escrever.
    Mas como não sou hipócrita, nem quero ser, aí vai:
    Tenho duas filhas (12 e 7 anos).
    Se, no futuro, houver um f... da p... que as maltrate, não há polícia, não há tribunais.
    Vou preso.
    Mas o f.... de p.... morre.
    E não faz mal a mais ninguém.
    Assisti a horrores neste particular, com amigas até, que nunca julguei possíveis.
    E a revolta é tão grande que tenho toda a convicção naquilo que escrevi.

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