sábado, 23 de outubro de 2010

Sakharov e Alzheimer em diálogo europeu

Na última década o prémio Sakharov foi atribuído, por três vezes,a cubanos. Só consigo explicar esta obsessão europeia por Cuba, com um agravamento da doença de Alzheimer que atacou a Europa na última década. Não há outras ditaduras no mundo ? Não há gente noutros países a lutar contra regimes ditatoriais? Claro que há, mas se os outros retaliassem com cortes de relações comerciais, por exemplo, era uma chatice, não era? Ora, assim, mais vale descobrir um cubano em qualquer parte, porque dali não resultam melindres nem retaliações. Mas já agora, apena uma sugestão: porque não atribuem o prémio a um cubano preso nas cadeias americanas?

Adenda: A quem não tiver dúvidas sobre a justiça da atribuição do prémio, recomendo a leitura deste post

3 comentários:

  1. Carlos
    Onte o meu caro prometeu num seu comentário no Largo das Calhandreiras, escrever sobre o assunto. Dei-lhe esta resposta, no post. Acrescento só que não sou grande conhecedor dos critérios que presidem à atribuição de determinados prémios, mas quando se trata de premiar os homens e mulheres que lutam pela liberdade, fico sensível, seja em Cuba ou nos EUA.
    Abraço

    folha seca disse...
    Carlos Carlos Barbosa de Oliveira

    Quando publiquei este post, não o fiz isoladamente. Quando Fariñas estava em greve de fome, tambem usei este espaço para o dar a conhecer aos frequentadores do Largo. Não o fiz, nem antes nem agora com qualquer preconceito ideológico. No entanto o seu comentário fez-me procurar a atribuição do referido prémio por ordem cronológica, aqui deixo a lista retirada da Wikipédia.
    Abraço


    As seguintes pessoas e organizações foram galardoadas:

    1988: Nelson Mandela (África do Sul) e Anatoli Marchenko (Ucrânia, a título póstumo)
    1989: Alexander Dubček (Checoslováquia)
    1990: Aung San Suu Kyi (Mianmar)
    1991: Adem Demaci (Jugoslávia)
    1992: Mães da Plaza de Mayo (Argentina)
    1993: Oslobođenje (Bósnia-Herzegovina)
    1994: Taslima Nasrin (Bangladesh)
    1995: Leyla Zana (Turquia)
    1996: Wei Jingsheng (China)
    1997: Salima Ghezali (Argélia)
    1998: Ibrahim Rugova (Jugoslávia)
    1999: Xanana Gusmão (Timor-Leste)
    2000: ¡Basta Ya! (Espanha)
    2001: Nurit Peled-Elhanan (Israel), Izzat Ghazzawi (Palestina), Dom Zacarias Kamwenho (Angola)
    2002: Oswaldo Payá Sardiñas (Cuba)
    2003: Organização das Nações Unidas
    2004: Associação Bielorrussa de Jornalistas
    2005: Damas de Blanco (Cuba), Repórteres Sem Fronteiras e Huawa Ibrahim (Nigéria)
    2006: Alexander Milinkevich (Bielorrússia)
    2007: Salih Mahmoud Osman (Sudão)
    2008: Hu Jia (China)
    2009: Associação Memorial
    2010: Guillermo Fariñas

    22 Outubro, 2010 14:26

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  2. Pois é uma pena, uma pena que as coisas estejam como estãi !

    Tudo de bom.

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