quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A desempregada milionária


Manuela Moura Guedes rescindiu o contrato de trabalho com a TVI, mais de um ano depois de ter metido baixa. Como ela própria anunciou, só colocaria a hipótese de rescisão a partir de um milhão de euros. Presumo, por isso, que tenha recebido uma indemnização choruda e não precise de continuar de baixa. Estou farto de contribuir, com o dinheiro dos meus impostos, para pagar as baixas de uma senhora mimada e super protegida pela união conjugal.
Não sei quanto terá custado aos portugueses a baixa ( presumo que psiquiátrica,pelo facto de, durante esse período, se ter deixado fotografar para capas de revista em noites de folia), mas não tenho dúvidas em afirmar que são estas baixas que delapidam a segurança social, deixam os seus cofres à míngua. e põem em causa o Estado Social.
Manuela Moura Guedes, com a desfaçatez que lhe é peculiar, escreveu na sua página do Facebook: "Faço parte, a partir de hoje, do imenso grupo de desempregados deste País! Está acabado o meu contrato de trabalho com a TVI! Acaba-se um ano de pesadelo sempre à espera que se fizesse justiça... E era impossível voltar porque seria para fazer o que sempre fiz, jornalismo verdadeiro que não cede a pressões vindas de onde... vierem. Estou um pouco assustada com o Futuro... mas, para já, obrigada pelos mimos que me dão!"

O caso de MMG é paradigmático da sociedade em que vivemos. Quantos desempregados neste país teriam hipótese de aproveitar um espaço de opinião, oferecido pelo cônjuge, para urdir uma teia mediática de proporções escandalosas e sair airosamente, rindo-se do povo português que lhe alimentou a preguiça durante um ano?Não me espantará se, dentro de pouco tempo, MMG escrever um livro de memórias em torno do caso “Freeport”. Com a avidez coscuvilheira do povo português, não serão os tempos de crise que impedirão que o livro se torne um best seller e MMG passe a emparelhar ao lado de outras grandes escritoras do género, como Carolina Salgado.
Ou se assinar um contrato com a SIC para voltar a agitar o país com outro qualquer escândalo envolvendo figuras públicas. Provavelmente, outro escândalo de corrupção que animará a comunicação social portuguesa, sedenta de vender papel, ou aumentar audiências. O temor reverencial não permitirá que os jornalistas deste país se revoltem contra a corrupção moral que o caso MMG/TVI encerra. De lorpas que confundem o jornalismo de investigação com o jornalismo da insídia, está o pais cheio. Falta é gente que tenha a coragem de denunciar que o caso MMG/TVI foi um escândalo de proporções inauditas que pôs a nu a promiscuidade entre a(lguma) comunicação social e o poder político.

15 comentários:

  1. Carlos
    Só me apetece dizer "cala-te boca"

    ResponderEliminar
  2. Temos pena... Só espero que a dita senhora não venha a fazer parte do imenso grupo de desempregados deste país que recebe subsídio!

    ResponderEliminar
  3. É vergonhoso, mas já estamos habituados. O nosso povo tem memória curta.

    Beijinhos doces, Ava.

    ResponderEliminar
  4. Bravo, Carlos! [só não digo bravissimo porque meteu ao barulho a menina Salgado.....:))) que é conta doutro triste rosário... ]

    :)))

    ResponderEliminar
  5. Qual será a palavra que hei-de empregar para esta "senhora" que tem a capacidade de só dizer disparates sempre que abra a BOCA!
    Há desempregados e desempregados, ela sabe lá sequer o que é lutar para ter emprego,uma mimada é o que ela é.
    Parabéns pelo excelente post!

    Sete vida meu amigo não sei se queria, pois viver tudo outra-vez mais sete vezes, é obra! ;-)

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  6. Como comentei no lugar errado...

    Eu gosto de meninas muito mal-comportadas, meu amigo!!!

    Quanto à Manuela, concordo com que o Carlos escreve sobre o assunto.

    As minhas saudações outonais.

    ResponderEliminar
  7. Pena que aquele casal só tenha tendência para urdir escândalos à volta de Socialistas.
    Será que outros partidos não têm protagonistas à altura?
    Eu deixo o mote... Dias Loureiro e Oliveira e Costa tão esquecidos pelo Povão. Onde param e onde pára o dinheiro "desviado"?
    Quer-se-me parecer que vai decorrer o tempo estritamente necessário para os processos prescreverem.

    Enfim!

    ResponderEliminar
  8. Por vezes parece-me que o povo Português até nem é parvo de todo e que estas questões são percebidas por grande parte das pessoas... Acontece que entender não nos abre grande caminho para fazer alguma coisa de util que acabe com estas vergonhas. Sinto-me imensas vezes assim - completamente impotente perante as injustiças, hipocrisias, oportunismos e jogos de interesses que abundam na nossa sociedade. Impotente por varios motivos, um dos quais ainda não ter perdido a sanidade mental, como aqueles que, uma vez enlouquecidos, desatam aos tiros ou se fazem explodir no emicíclo de um qualquer estado da Rússia. Valha-nos a nossa cabecinha uma vez que os despautérios já são muitos!

    ResponderEliminar
  9. Carlos,

    Ler seu blog, para mim, é ter contato com uma sociedade portuguesa como eu não a imaginava. Não tinha, aliás, ideia de como era ou não, e em tuas crônicas consigo enxergá-la à perfeição. Desde já agradeço-o por isso.
    Quanto ao caso da moça desempregada, me solidarizo com vocês, tenho a impressão de que ela está rindo-se da cara de todo mundo. Está de baixa e sai para passear/farrear à noite? Como assim?
    Agora, o jornalismo sem coragem não é privilégio de vocês. Aqui no Brasil é o que mais existe na imprensa. Covardes, vendidos e interesseiros.

    Beijo

    Carla

    P.S.: o que é "coscuvilheira"?

    ResponderEliminar
  10. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  11. "Desempregada"! Por respeito a todos os que estão sem dinheiro, sem trabalho e sem futuro seria a última palavra que ela deveria ter escolhido para definir o seu estado actual.
    Talvez: "CONTRARIADA" SEJA A PALAVRA CERTA!

    ResponderEliminar
  12. Triste, triste povo este, chulado por uma quantidade de parasitas e cada qual de seu calibre, até parvas destas conseguem roubar este país à beira da ruína.
    Estimada Atena, nós sozinhos pouco podemos alcançar, mas juntos temos a possibilidade de mudar muito. Há pessoas que se organizam e fazem muito para que a nossa situação melhore. Temos que nos juntar, organizar e participar. Por exemplo assinar e divulgar petições que estejamos de acordo - é uma ferramenta que temos ao nosso dispor, mas que infelizmente poucos a usam. Temos que nos informar sobre os nossos direitos como cidadão e metodicamente exigir para que os nossos interesses sejam respeitados e tidos em consideração. Nós temos que fazer mais e protestar menos.

    Leiam as seguintes petições e se estiverem de acordo, assinem e divulguem!
    *
    *
    http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=ARTIGO47
    *
    *
    http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=230180
    *
    *
    Aqui há sempre novas petições, ide lá, informem-se, participem e divulguem!
    *
    *
    http://www.facebook.com/pages/Peticao-Publica/351295220039
    *
    *
    Todo o esforço feito, mesmo que mínimo, é para o nosso bem, sem esquecer o mais importante! O futuro dos nossos filhos.

    ResponderEliminar
  13. Onde é que se arranja um desemprego assim??

    ResponderEliminar
  14. Coitadita!!!Ainda a hei-de ver na Sopa do Barroso!!!

    ResponderEliminar
  15. Concordo com quase tudo o que diz e acho inacreditável que a piquena tenha o descaramento de dizer que teme o futuro. Só para rir, depois de ter recebido, diz-se, 600 mil euros, fora o que o marido recebeu.
    O quase com que não concordo é que ainda estou para saber, eu e Portugal inteiro, qual a veracidade de todos os escândalos em que o alegado engenheiro está ou esteve metido.Não acredito que sejam tudo invenções da TVI.
    Veludinhos

    ResponderEliminar