quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Engoliram um conviccímetro?

"O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade.Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso.
A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.
O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais"
( Estatuto do Jornalista)
Seria estultícia pedir a Moura Guedes que percebesse como a sua cruzada anti- Sócrates, mascarada de informação, em nada contribuiu para esclarecer a verdade no caso Freeport. Nem, ao contrário do que alguns agora defendem, para mostrar que a justiça em Portugal está podre. Já há muito tempo que isso é público e notório, mas quem tinha o dever de informar os leitores sobre a situação da justiça não o fez, talvez por receio de perder as "fontes privilegiadas" que alimentam as suspeições e os ajudam a vender a intriga e a calúnia, sob a capa de jornalismo de investigação.
Tampouco vale a pena solicitar aos devotos admiradores deste tipo de jornalismo, convictos da sua superioridade moral, que reflictam um bocadinho sobre as consequências do “jornalismo de investigação à Guedes”. E não vale a pena, porque jornalistas que confundem o dever de informar com jornalismo de opinião e pensam que jornalismo de investigação é urdir tramas e lançar calúnias enquanto bebem uns copos pela noite e fazem umas jantaradas com "fontes" construídas no convívio dos vapores etílicos, nunca saberão o que é Deontologia e Ética. Masturbar-se-ão cada vez que escrevem uma notícia, terão um orgasmo sempre que assinam um "copy paste" sacado na Internet, mas nunca saberão o que é jornalismo.
Pobres néscios! Limitar-se-ão, sempre, a ser "lambe botas" e a confundir um jornalista com um "mangas de alpaca" Ou, pior ainda, com um justiceiro.

10 comentários:

  1. Com este seu texto acaba de ser arrolado para a curta lista das minhas testemunhas de que O PiG (Partido da Informação Golpista) existe. Sentir-se-á em boa companhia pode crer, até porque sou exigente e muito selectivo nos nomes que escolho. Há muito que ando com essa ideia. Calhou hoje.

    (se que saber mais, consulte a página respectiva com a designação "Testemunhas arroladas", que figura no topo do meu blogue)

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  2. carlos,
    parece que acordamos hoje, ambos, com um escorpião dentro de nós...
    Bj

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  3. Há uma expressão que se utiliza cá em casa :- deixá-los falá-los

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. A MMG nunca foi jornalista na vida, nem faz a mínima ideia do que isso representa. Ela gosta é de botar opinião, não tinha nada contra que a desse, se fosse como comentadora ou coisa. (e não, a maior parte das vezes não concordo com ela, mas também não é a única)

    Mas ninguém a convidou para tal, portanto transformou um noticiário televisivo num programa de "opinião da Manela" e ainda tem a lata de dizer que foi perseguida... Pois, pois, coitadinha, que ele era uma "santa" e nem perseguia ninguém até aos limites do vergonhoso!!!

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  6. Missa de finados (humor negro, ou simples desencontro?)

    O «caso» Freeport parece uma Missa de Finados em que parte dos presentes desejavam que o morto fosse outro e, vai daí, desatam a tentar rever os últimos instantes na vã esperança de finar o seu extinto desejado.

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  7. Não gosto da personagem, e duvido até que fosse capaz de apresentar o Boletim Meteorológico num canal de Televisão que não fosse chefiado pelo marido.

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  8. Fica aqui só mesmo entre nós os cinquenta, está bem?
    Parece que já há uma maneira de calar.
    Quando ela diz disparates, o que acontece com frequência, basta ameaçá-la dizendo - "Ou a menina se cala, ou vamos chamar o Marinho Pinto!!"
    Fica logo mudinha.
    E não é fácil, convenhamos...

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  9. Olá Carlos :)
    Fiz link... claro!
    Grande abraço :)

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