terça-feira, 12 de junho de 2018

A última produção de Hollywood



A Cimeira Trump - Kim Jong Un  foi um dos maiores embustes a que o mundo assistiu nos últimos tempos.
Espremido, o acordo não deu em nada.  Kim não se comprometeu com a desnuclearização, Trum garantiu que as sanções não serão levantadas e irá manter as dezenas de milhares de soldados americanos na Coreia do Sul. 
A comunicação social fala de acordo histórico, mas na verdade não há compromissos de nenhuma das partes. Apenas um conjunto de ideias vagas. 
Então para que serviu a cimeira de Singapura? 
Para garantir a vitória dos Republicanos nas eleições intercalares americanas do próximo Outono, para Kim fingir que está disposto a dialogar e a ceder  ao imperialismo yankee, em nome da paz, e para que ambos se assumam como candidatos ao Prémio Nobel da Paz.
Uma excelente produção de Hollywood com enredo inverosímil e protagonistas de filme de série C classificado com 4* pelos críticos, mas que me palpita será um estrondoso fracasso de bilheteira. Acontece com muita frequência às denominadas "grandes produções de Hollywood". 

Contra o povo, lutar, lutar!



A greve de comboios a sul de Coimbra, que se inicia hoje às 12 horas e se prolonga até final do dia  13, já me parecia inusitada mas, ao saber que os sindicatos marcaram greve a norte de Coimbra para os dias 23 e 24 de junho, confirmei as minhas suspeitas: as greves decretadas pelo sindicato ferroviário são manifestamente contra o povo e nada têm a ver com reivindicações dos trabalhadores.
Desmontado que já fora o argumento da falta de segurança ( o governo e a empresa garantem que os comboios continuarão a circular com dois funcionário, não havendo por isso qualquer alteração, como aliás acontece desde 1998) as greves dos comboios marcadas para as vésperas e dias que assinalam as festas populares mais concorridas do país são greves contra o povo, cujos interesses os sindicatos dizem defender.
O caminho que o sindicalismo está a seguir em Portugal é perigoso e descredibiliza ainda mais  a luta sindical, pois em muitos casos tem como único propósito desgastar o governo. O BE já percebeu isso há muito, mas o PCP que continua a servir-se dos sindicatos para mostrar a sua força continua a  prejudicar os trabalhadores que jura estar a defender. 
Entre as muitas greves que se anunciam para os próximos tempos, há algumas que me parecem justas, uma ( a dos professores) sobre a qual mantenho muitas dúvidas mas que me continua a parecer essencialmente corporativa, e outra que é um disparate, por não ter qualquer reivindicação séria e credível e, ainda por cima, despreza o povo que, tendo já tão poucas ocasiões para se divertir, ainda se vê privado de transportes em duas noites de folia.
Reitero, por isso, a recomendação que fiz aqui ontem. Mandem as facturas das vossas despesas à CGTP. 
E mais não digo, para não ser inconveniente e acusado de fascista por um  qualquer sindicalista estilo Mário Nogueira que, apesar de não saber o que é dar uma aula há décadas, continua a pensar que é professor.

Santos Populares com o apoio da CGTP



Uma vez que os sindicatos dos ferroviários decidiram privar o povo de se divertir nas noites de Santo António e S. João, recomendo a todos os lesados que recordem estas palavras de Arménio Carlos e sigam a sugestão de alguns leitores, mandando a conta das despesas à CGTP.
Divirtam-se!