quinta-feira, 17 de maio de 2018

As intermitências de Renato

Renato Sampaio, presidente da concelhia do Porto do PS,  admite abandonar a política no final da legislatura. A "ameaça" surge na sequência de um post da sua senhoria no FB, em que o acusa de não pagar com regularidade as rendas da casa onde viveu durante mais de 40 anos e de ter deixado o apartamento em estado de degradação deplorável.
Não sei se a senhoria tem razão.   Socorro-me , porém, das palavras de um dirigente nacional do PS  durante um debate sobre rendas na AR:
"Qual a legitimidade de RS para falar em nome do PS sobre habitação, quando é acusado de não pagar uma renda de 180€? "
Não precisava deste exemplo para sustentar a tese de que Renato Sampaio está a mais na política. Bastava-me lembrar que  veio para a política  há 20 anos pela mão de Sócrates.
Nunca falei  com  Renato Sampaio, mas ouvi muitas das conversas que mantinha em tom propositadamente  audível com um grupo de "camaradas" que se costumavam reunir no Barril, um bar perto da casa onde ele vivia, nas Antas. O suficiente para perceber que está a mais na política e a sua saída deve ser saudada e incentivada pelo PS.
Já que o homem não sai já, pelo próprio pé, basta não o incluir na lista de candidatos a deputado do PS Porto.

O fotógrafo estava lá...


E registou o momento em que Jesus fugia de Alvalade

As virgens




Esteve muito bem Ferro Rodrigues nas críticas ao que se passou em Alcochete. Apesar de ser sportinguista, não se deixou obnubilar pela clubite e chamou os bois pelos nomes.
As declarações do Presidente da AR despoletaram uma série de indignações em virgens ofendidas que fazem parte deste governo. A começar por António Costa e MRS e a terminar no SEJD.
Ando a fazer esta pergunta há meses: quando é que o SEJD se demite? Ele é o rosto do governo nesta área e anda a assobiar para o ar há pelo menos um ano, garantindo que está tudo tranquilo. E manteve o discurso depois de um simpatizante do SCP ter sido morto e das agressões bárbaras à porta de vários estádios que se multiplicaram ao longo da época. O governo tem responsabilidades na escalada de violência e não pode armar-se em virgem ofendida. Acho ignóbil que o governo ( e a comunicação social) estejam a usar o SCP como bode expiatório, sacudindo a água do capote pela negligència com que têm encarado a violência no desporto. E isto não é exclusivo do futebol. A violência física e verbal nas modalidades de pavilhão está numa escalada imparável e ninguém faz nada. Isto de seremos um país de Brandos Costumes um dia vai acabar mal.
  Que diferença de atitude na análise ao que se passou  em Alcochete  e o silêncio, ou mesmo indiferença, com que   analisaram  as cenas de violência que ao longo da época  se verificaram em estádios de futebol, especialmente em Braga, Guimarães e Luz e que culminaram, na última jornada,  com uma bárbara agressão em Guimarães a um adepto que, pacificamente, ia ver um jogo de futebol.
A hipocrisia do poder político, fazendo do SCP o bombo da festa e ignorando as  responsabilidades do governo  causa-me um certo asco. 
Tanto, como o aproveitamento ignóbil  da direcção do SLB, que aproveitou para se vitimizar num comunicado que mete nojo pelo que encerra de oportunismo. Com gente desta ( e não há clubes incólumes, a começar pelo meu ) o desporto em geral- e o futebol em particular- não têm futuro em Portugal.
Espero que o governo tenha coragem para tomar as medidas que são necessárias para despoluir o futebol de gente que o está a destruir.
NOTA FINAL: Não precisam os comentadores do costume vir para aqui dizer " a começar pelo Pinto da Costa". Essa conversa fede e eu, apesar de amar o meu clube, sei muito bem fazer a destrinça; não vejo  santinhos nos dirigentes do FCP e demónios corruptos nos dos outros clubes.