quarta-feira, 9 de maio de 2018

Uma greve indecente!



Há dias, escrevi  este comentário num post do António:
"Os trabalhadores da saúde têm um compromisso com os doentes que é traído com as greves. Mas isso justifica que sejam proibidas? Sinceramente, ainda não cheguei a uma conclusão definitiva".

Hoje, ao ver uma reportagem sobre a greve no IPO, que impediu a realização de diversas cirurgias oncológicas, comecei a formar uma opinião.
Já aqui defendi a greve dos trabalhadores da saúde, cujas reivindicações me parecem justas mas, quando ouço um responsável do IPO dizer que algumas dessas cirurgias eram curativas e o seu adiamento poderá ter consequências graves para os doentes, começo a sentir uma coisa a subir dentro de mim.
É fácil concluir que o atraso dessas intervenções cirúrgicas poderá ter efeitos irremediáveis para alguns doentes oncológicos por isso, só um mentecapto pode defender a irresponsabilidade.
Já ouvi dizer que a questão se solucionava com a imposição de serviços mínimos. Talvez... mas isso em nada altera a minha opinião: a greve de trabalhadores da saúde que ponha em risco a vida de UM- APENAS UM- doente é uma greve criminosa.
NADA- ABSOLUTAMENTE NADA- justifica uma greve quando se põe em causa a vida de seres humanos. E o trabalhador de saúde que coloca vidas em risco,está a trair os compromissos com os doentes por cuja vida jurou lutar até ao limite.  Devem, por isso, ser tratados como aquilo que realmente são.

Para acabar de vez com os incêndios...



... não é preciso investir demasiado em helicópteros e outros meios de combate aos fogos. Imperioso é ser eficaz na tomada de medidas preventivas e acabar com os incendiários.
Já sabemos que há madeireiros implicados ( e quais são). Agora talvez fosse boa ideia afastar  de todo o processo os corporativistas que ateiam fogos para defender interesses das suas corporações.
Dito por outras palavras... fazer ao Marta Soares presidente da Liga dos Bombeiros, o mesmo que Bruno de  Carvalho fez ao Marta Soares presidente da Mesa da  AG do Sporting:  Meter o homem na ordem

Caderneta de cromos (63)




Apesar de sempre ter considerado Vital Moreira um homem  abjecto, oportunista e com um apego imenso ao tacho, nunca lhe reservei um lugar nesta caderneta, porque sempre o vi como um polvinho talhado para comer à mesa do OE por  si e por interpostas pessoas.
Vital Moreira não tem coluna vertebral. Saltita e partido em partido  e muda de opinião em função das conveniências. É uma figurinha oportunista e rasteira, uma Zita Seabra de bigode, que entra para esta caderneta de cromos pela porta pequena e sem direito a mais do que uma nota de rodapé. E já agora uma legenda: canalha!
Obviamente que não é pelo que está escrito nesta imagem que entra para a caderneta de cromos, mas sim porque me provoca urticária  ver um ex comunista, que vive como um nababo, a elogiar os tempos de austeridade.