sexta-feira, 4 de maio de 2018

A demissão de Sócrates e a Justiça



Penso que a saída de Sócrates do PS só peca por tardia. Ou melhor... o ideal teria sido que Sócrates nunca tivesse entrado para o Partido Socialista. Não por ele, mas por ter trazido, ou dado protagonismo E PODER a gente pouco recomendável ( muito ao estilo da que Cavaco infiltrou no PSD) que não só minou a credibilidade do PS, como lhe retirou grande parte da sua essência ( como Passos Coelho fez no PSD) 
Como sabe quem me acompanha há mais tempo, apesar de encontrar algumas coisas positivas na governança,  teci aqui duras críticas a Sócrates  e não poupei  alguns elementos da sua entourage. Já em 2008 ( ainda este blog não tinha completado um ano de existência) me insurgia contra  este nauseabundo cromo. 
Diga-se, a talho de foice, que foi na distrital do Porto, sob a égide de Renato Sampaio, que germinou uma das mais perniciosas células do Socratismo que,  curiosamente, se perpetuaram com António José Seguro e deram força  a Rui Moreira.
As criticas que ao longo dos anos fui aqui fazendo ao aparelho socrático foram na generalidade mal compreendidas. Espero que  agora, depois de José Sócrates ter pedido  a demissão do PS,  muitos dos que me criticaram as percebam. É que não foi por acaso que escolheu o JN para anunciar previamente ao país a demissão do PS ...
Diga-se, em abono da verdade, que se a demissão de Sócrates peca por tardia, não deixa de ser criticável que tenha ocorrido, apenas, porque a justiça em Portugal é lenta e perversa. Em vez de fazer julgamentos nos tribunais, escolhe a  praça pública, vai cozendo as pessoas em lume brando e entrega a sentença à justiça popular, através de editais martelados na comunicação social.
Não me custa acreditar que o procurador Rosário Teixeira e o juiz Carlos Alexandre,  tenham festejado a demissão de Sócrates efusivamente. Admito mesmo que tenha merecido brinde especial à hora do almoço. Não apenas pela demissão, mas essencialmente pelo rombo que inevitavelmente provocará no PS
Lamentavelmente, a demissão de Sócrates é apenas mais um episódio que ilustra o estado miserável da nossa Justiça.  
Não há, por isso, razões para os adversários do PS se congratularem com a demissão de Sócrates e aproveitarem para fazer extrapolações. Deviam, outrossim, lamentar que a Justiça se intrometa de forma tão  perniciosa na vida política e partidária.


Nem tudo está perdido

A Queima das Fitas de Coimbra começou ontem.
Depois de acesa polémica, imperou o bom senso e o respeito pela democracia e não haverá garraiada.
A outra  boa notícia é que foram produzidos 120 mil copos reutilizáveis, o que permitirá evitar a utilização de 300 mil copos de plástico.
Os jovens estudantes de Coimbra estão de parabéns.
O ambiente e a civilização agradecem.