quinta-feira, 3 de maio de 2018

As visões de Netanyhau



A Agência de Energia Atómica garante que o Irão não está a tentar produzir bombas nucleares. Tal deveria ser suficiente para a comunicação social não reproduzir as visões de um canalha como Netanyhau , que afirma exactamente o contrário mas, como o vampirismo é agora a regra , continua a difundir a mentira.
Theresa May vai a todas e apressou-se a corroborar o pm israelita, sugerindo que o Irão tem de ser posto na ordem. Se estivesse mais atenta e fosse menos burra, May teria percebido que até Trump se demarcou do bandalho israelita

Não incendeiem o Paraíso




Aviso prévio: Sei que o turismo de massas é uma praga que está a destruir muitas preciosidades  do património Natural e construído, mas não embarco na onda dos que desprezam o turismo e olham para os turistas como invasores.
Feito o esclarecimento, vamos ao que interessa
Quando tinha casa no Gerês ia muitas vezes a Sistelo, uma pequena aldeia nos arredores de Arcos de Valdevez. Agradava-me sobretudo a  paz que ali se vivia e o calor dos seus habitantes, que me faziam sentir como se estivesse em casa.
Mais tarde, quando estava em Tomar, descobri a maravilhosa aldeia de Dornes, a mítica terra dos Templários, que igualmente me encantou e muitas vezes me serviu de refúgio para reflectir e escrever.
Acabo de saber que Sistelo está a ser invadido por hordas de turistas que ameaçam a sua pacatez e a sua identidade.
Há tempos, Dornes foi eleita uma das Aldeias Maravilha de Portugal. Sei que há vários  projectos turísticos para lá  ( que poderão vir a ser aprovados) e um outro de cariz espiritual  que terá mais a ver com as origens de Dornes e poderá preservar a aldeia  dos Templários, mas corre o risco de não avançar.
Espero que a febre do turismo não contribua para delapidar algumas das nossas pérolas, que são verdadeiros paraísos na terra.

É obrigatório proibir (2)




Quando, em 2017, o Código Civil deixou de considerar os animais coisas e lhes conferiu o estatuto de seres dotados de sensibilidade, pensei que estaria aberto o caminho para acabar com as touradas. Infelizmente enganei-me. Perante o meu ar descoroçoado, advogado amigo explicou-me que as touradas estão excluídas dos actos de maus tratos a animais. Porquê, não percebi bem. Engoli em seco e conformei-me
Em Fevereiro deste ano , quando o professor Fernando Araújo defendeu a proibição das touradas, numa acção de formação do CEJ, voltei a ter esperança. Segundo aquele especialista no estatuto jurídico dos animais, a norma do CC anula imediatamente essa lei que exclui as touradas dos maus tratos a animais.
Instalou-se a polémica e em Abril, na Faculdade de Direito de Coimbra, realizou-se um debate sobre o estatuto jurídico dos animais, onde a tese do professor Fernando Araújo foi fortemente contestada. Como a estupidez  respeita a lei da Paridade, uma professora (Mafalda Miranda Barbosa)  e um professor ( Filipe Albuquerque Matos)  foram os protagonistas da lide contra a tese do professor Fernando Araújo.
Filipe Matos  não teve qualquer problema em dizer que a lei que criminaliza os maus tratos a animais é um retrocesso civilizacional e chegou mesmo a confessar que se visse um animal em dificuldades nunca o socorreria, porque não gosta de animais.
Já a professora Mafalda  defende que se não houvesse touradas, os touros se extinguiam e que, não obstante as alterações à lei,  admite espectáculos onde os animais sofram" em nome da fruição cultural e artística do ser humano".
À partida os argumentos parecem impróprios de professores universitários e enquadram-se melhor no âmbito de problemas psíquicos dos autores mas, analisando a questão mais profundamente, encontramos a explicação no facto de o debate ter sido apoiado por uma ... ganaderia.
A discussão, porém, não caba aqui. É urgente apoiar aqueles que defendem a obrigação de proibir as touradas.