quarta-feira, 2 de maio de 2018

Caderneta de cromos (62)



Manuel Pinho não entra na caderneta de cromos, apenas  por  ter sido ( aparente e alegadamente) o primeiro tipo que  foi obrigado a ser ministro pelo patrão.
É  certo que não  foi o único ministro a exercer as suas funções  para servir  Ricardo Salgado,ou  outros empresários que  vivem à sombra do Estado, mas  ao deixar-se apanhar na rede, revelou a sua incapacidade para exercer qualquer cargo público. 
Espero que Manuel Pinho não faça corninhos à justiça e tenha coragem suficiente para explicar que não foi o único. Que aponte outros nomes que tiveram os mesmos privilégios mas, sobretudo, esclareça como funcionava o esquema e quais foram os "sacrifícios" que teve de fazer para satisfazer as exigências de Ricardo Salgado.  O primeiro dos quais terá sido aceitar ser ministro da Economia de Sócrates, por imposição do patrão.
A saúde da Democracia precisa destes cromos para  se revitalizar

O desporto educa?

Depois das cenas de pugilato protagonizada pelos alunos da UTAD, na final do torneio de futebol universitário, assistimos no último fim de semana a cenas de violência no campo e nas bancadas, durante a meia final do campeonato de râguebi entre Agronomia e Direito.
No meu tempo, dizia-se que o desporto, além de ser bom para o corpo, era uma escola de aprendizagem cívica e promovia a convivência social.
O que mudou?

É obrigatório proibir (1)

Nota prévia: Em Maio de 68, aprendi que era proibido proibir. Meio século volvido, acredito que É Obrigatório Proibir algumas coisas e práticas. 
Inicio assim, neste dia, a rubrica " É obrigatório proibir"
Aceito sugestões dos leitores




Sinto-me muitas vezes incomodado- seja no verão ou no Inverno- quando entro em centros comerciais, restaurantes e cinemas, porque o ar condicionado é colocado a temperaturas demasiado elevadas ( Inverno) ou demasiado baixas ( Verão).
Já tive, em tempos, de partilhar um gabinete com duas jovens que no Inverno mantinham o ar condicionado nos 35 graus! Passei todo o Inverno constipado, mas como as jovens eram bonitas e simpáticas, lá me fui aguentando , dizendo apenas de vez em quando algumas piadas para ver se elas percebiam que o ar condicionado me sufocava e era a causa da constipação que não me abandonava. Em troca recebia aqueles sorrisos simpáticos e uma expressão de espanto pelo facto de eu sentir calor (embora estivesse em mangas de camisa).
Naquele Inverno fui um abono de família para a farmácia do meu bairro, mas nunca me passou pela cabeça solicitar ao Director que desligasse o ar condicionado. Convivi com a situação até ao Verão, altura em que o ar condicionado passou a fixar-se nos 15 graus!
Felizmente, acabou por me ser atribuído um gabinete individual, onde passei a utilizar moderadamente o aparelho mas, passados vários anos, ainda não consigo perceber o que levava duas jovens a manter o ar condicionado em temperaturas extremas. Passei pela mesma situação quando vivi em Macau e na Suécia, onde procurava encontrar restaurantes e estabelecimentos comerciasi que me evitassem o confronto com temperaturas extremas.
Hoje, animado pelos clamores da cruzada anti - tabágica, levanto finalemnte a minha voz e apregoo ao Mundo: PROIBAM O AR CONDICIONADO!
Claro que não entro em exageros, apenas peço a quem de direito, que estabeleça regras para a utilização do ar condicionado, proibindo que os centros comerciais, cinemas, restaurantes e outros locais públicos ponham o ar condicionado a temperaturas tão altas que se estorrica ou gela lá dentro, consoante a estação do ano. Era uma medida de elementar bom senso. Poupava-se energia e protegia-se o ambiente, evitavam-se constipações e gripes, despesas na farmácia, baixas médicas, e a diminuição de produtividade. E além disso não me incomodavam!