A escalada de violência verbal entre dirigentes dos clubes de futebol atingiu ontem um novo patamar durante a AG da Liga.
Paulo Gonçalves e o representante do SCP, Bruno Mascarenhas, trocaram mimos e insultos e Salvador, presidente do SCBraga, assumiu o papel de bobby de LFV e ateou a fogueira, colocando-se ao lado do arguido no processo e-toupeira.
Mário Costa, Presidente da AG da Liga, encerrou a AG e depois deu uma conferência de imprensa a garantir que os insultos, testemunhados por jornalistas/comentadores presente não existiram
Esta mania de varrer as coisas para debaixo do tapete, fingindo que não se passa nada de anormal no futebol português é uma das principais causas do estado lamentável a que se chegou.
Outro, é a morosidade a tomar decisões.A começar pelas instituições desportivas ( FPF e Liga) Em INGLATERRA, adversários do Wolverhampton levantaram suspeitas sobre a influência de Jorge Mendes na subida do clube à I Liga. A Federação abriu um inquérito e em menos de um mês concluiu-o.
Por cá, a FPF e a Liga não agem, porque têm medo de enfrentar o SLB.
Se a violência provocada por adeptos do SLB nas duas últimas jornadas arrepia e a actuação dos órgãos de disciplina desportiva e as incidências extra futebol protagonizadas por dirigentes desportivos, já metem nojo, a impotência da justiça desportiva e civil assusta. Pela mensagem de impunidade que transmite aos prevaricadores.
Em Portugal está tudo de joelhos perante o SLB. Como noutros tempos, na Colômbia, governo, justiça e instituições desportivas obedeciam às ordens de Pablo Escobar, o barão da droga que dominava o futebol, em Portugal está tudo de joelhos perante LFV e o SLB.
É por isso que cada vez mais acredito no PENTA do SLB. Só isso dará garantias de que todos os compadrios se manterão intocáveis. Mesmo que oferecer o título ao SLB represente a queda no ranking da UEFA, com consequente prejuízo para as restantes equipas portuguesas. Mas, pensando melhor, é capaz de ser isso que todos eles querem. O regresso ao futebol batoteiro do Estado Novo.
Em tempo: Olha a grande descoberta do Expresso! Como se ninguém soubesse a origem das cobardes queixas anónimas que têm sido apresentadas nos últimos tempos.