quinta-feira, 26 de abril de 2018

Ágata e eu

Se me pedirem para dizer o título de uma canção de Ágata, não sei.
Se me pedirem para trautear uma das suas melodias de sucesso, vêm-me à memória uns acordes difusos de uma canção qualquer sobre dor de corno, mas fico-me por aí. Não consigo reproduzir mais do que " mas não fiques com ela".
Ah! Isto não é da Ágata  e a letra não é assim? Sorry!
Jã perceberam que nunca fui fã da Ágata. Acrescento  mesmo que sempre tive uma certa antipatia pela imagem da cantora ( pimba?) que me provocava urticária e rejeição imediata.
Se bem me lembro, Ágata atraía multidões e destruía corações.  O quê? Isto também não é verdade? Paciência... 
O importante é que descobri ter um elo de ligação com Ágata que desconhecia e, num repente, passei a simpatizar com a senhora.
Que força estranha motivou mudança tão inesperada quanto repentina?perguntarão alguns leitores.
Nada mais nada menos do que ter descoberto, numa notícia de jornal que Ágata, nascida e criada em Benfica, partilha comigo a mesma paixão avassaladora  pela cidade de Chaves.
Ao contrário da cantora, que- se bem percebi- se apaixonou por Chaves por via matrimonial, eu não sei explicar a razão de me sentir tão bem em Chaves, de sofrer com as derrotas e me alegrar com as vitórias do GD de Chaves, de  me deixar inebriar pela beleza sedutora da cidade, quase ao ponto de desejar mudar-me para lá. É um amor antigo,  um chamamento estranho vindo não sei de onde, que terá certamente uma explicação racional e plausível. Talvez um dia consiga descobrir qual é. 



Quem tem medo dos cravos de Abril?



Todos conhecemos um tipo de Boliqueime que  se dizia bem enquadrado e confortável no regime do Estado Novo, mas depois do 25 de Abril também não se deu nada mal. Subiu "a pulso"  às cavalitas de um grupo de ladrões e corruptos. Quando chegou a PR não traiu os amigos nem renegou as origens, por isso no dia 25 de Abril ia para a AR sem cravo vermelho. 
Agora temos um PR, filho  de um ministro que foi um dos maiores entusiastas do Estado Novo e fervoroso apoiante de Salazar que diz ser democrata, mas quando vai à AR comemorar o 25 de Abril leva, envergonhadamente, um cravo na mão.
Quando voltaremos a ter um PR que ostente, orgulhosamente, um cravo na lapela?