quinta-feira, 29 de março de 2018

Que raiva, senhor doutor Juiz!

Lamento muito mas, face ao que se vai sabendo sobre alguns juízes, sinto toda a legitimidade para perguntar se estes senhores andam a brincar connosco quando têm a distinta lata de proferir uma sentença destas.
Fico com a dúvida se foi por ignorância, convicção, ou porque a CELTEJO também oferece bilhetes para o futebol. 
Não posso calar a revolta perante a indiferença que a nossa justiça tem pelas questões ambientais.
Nem posso deixar de registar o silêncio do CM sobre esta matéria. 

O Diácono Remédios que há em mim



Vocês pensam que enquanto me lembrar das armas de destruição maciça vou acreditar nas armas químicas russas que matam espiões, sem que me seja apresentada uma única prova?  
Francamente, meus amigos! Pensava que me tinham em melhor consideração. Nestas matérias eu sou como S. Tomé: ver para crer. Ou, se preferirem a linguagem do Poker, " pago para ver o jogo da May".
Chamem-me o que quiserem, mas não consigo deixar de me perguntar por que razão  a May expulsou diplomatas, mas deixou ficar os milionários cheios de carcanhol que também não são do agrado de Putin. 
E já que ninguém vai pôr os pés no Mundial da Rússia, por que razão o  governo inglês  não retira a sua selecção? 
Não é preciso invocar o Santíssimo para saber a resposta.
Eu sei, meus amigos, que se eu disser que  a May inventou as armas químicas por sugestão do Trump, para desviar as atenções do Brexit e  tentar alguma benevolência da UE nas negociações, alguns de vós dirão que eu estou com macaquinhos no sótão mas, francamente, meus amigos, é isso mesmo que eu penso e com isto não quero desculpabilizar o Putin, mas apenas chamar a vossa atenção para aquele casal de mafarricos anglo-saxónicos! 
Cuidado com eles, meus amigos. Eu não costumo enganar-me nestas coisas. Lembram-se da Primavera Árabe? Também  disseram que eu estava maluquinho e precisava de ser internado e no final viu-se.
Atenção ao Trump e à May, porque aquilo não é gente de confiança...

Reforma da floresta: realidade ou utopia?




Toda a gente fala da necessidade de fazer a “reforma da floresta”, mas na verdade ninguém a quer fazer.
Cada medida apresentada pelo governo é de imediato alvo de um coro de críticas de um sector que se sente lesado. Sejam os bombeiros,  os pequenos proprietários, os agricultores,  as empresas agricolas, florestais, industriais ou de combate aos fogos, há sempre quem ataque as medidas do governo , porque colide com os seus interesses.
Em entrevista ao “Público”, o presidente da CAP  foi bem claro. Reformas? Sim…desde que o governo pague bem.
Apesar de se chocante, confesso a minha  admiração  pela frontalidade e clareza do presidente da CAP. Sem tibiezas, numa entrevista de várias páginas, em que faz diversas críticas às medidas propostas pelo governo, Eduardo Oliveira e Sousa  diz ao que vem numa pequena frase:
“ Isto ( a reforma florestal)  passa sempre por dinheiro e sou o primeiro a reconhecer que o dinheiro é um problema complicado. O instrumento mais fácil que o governo às vezes usa é (recorrer a) benefícios fiscais. Se uma pessoa lhe disser que lhe vai diminuir o seu imposto se fizer uma determinada acção na sua propriedade, mas já não pagar imposto- porque aquilo não lhe dá nada- o que é que lhe interessa dizer que vai pagar menos imposto? Mas  se lhe disserem que se fizer uma acção, se calhar tem um prémio, aí as coisas talvez mudem de figura Venha a imaginação e há aí muita coisa para fazer ”
Ou seja… se o governo pagar para as pessoas cumprirem as suas obrigações, a gente conversa, mas sem dinheiro não contem que a reforma se faça ( por outras palavras: que as pessoas cumpram as suas obrigações)
Isto não acontece só na reforma da floresta. Acontece em qualquer reforma que qualquer governo queira fazer. Os portugueses estão sempre a exigir respeito pelos seus direitos mas, quando se trata de cumprir deveres, querem dinheiro.
Para mim sempre foi claro que a dificuldade em fazer reformas reside mais no povo que somos, do que nos governos ( sem coragem) que temos.
Os tugas fazem-me lembrar a Jangada de Pedra de Saramago. Quando ficam à deriva no meio do Atlântico, procuram uma bússola para se orientarem.  Ora, como a História de Portugal nos ensina, a bússola dos tugas  é o dinheiro.
Assim sendo, estamos conversados