domingo, 18 de março de 2018

Um Rio pouco transparente...




Não me surpreendem absolutamente nada os ataques à "entourage" de Rui Rio. Faz parte da estratégia da ala do PSD duplamente derrotada com a  criação da troika e o fiasco Santana Lopes.
Orfão do cavaquismo e do passismo,  seu sucedâneo, o PSD tenta recuperar a linha dura protagonizada por aquele duo, denegrindo a imagem do actual líder.
Digamos que tem a vida facilitada pela inabilidade do actual líder que, além de ter má imprensa, se pôs a jeito.
Se as críticas ao que recebe da Ordem dos Contabilistas, ou o caso Elina Fraga ainda podem ser vistos como mero revanchismo dos derrotados, já o caso dos relvados sintéticos, implicando um presidente de câmara que foi um dos seus principais apoiantes, ou o "curriculum" inflacionado de Barreiras Duarte são  demasiado  graves para Rui Rio assobiar para o ar, ou enviar recados aos visados para que se demitam. Exige-se muito mais a quem promete rigor e transparência. Exige-se, no mínimo, coerência.

Como um dia de domingo

Manhã de domingo. Levanto-me suficientemente tarde, para fundir num brunch o breakfast e o lunch ( há coisas que não se podem mesmo dizer em português, pois não?)

Desço ao Continente dos pequeninos que abriu há umas semanas à porta de minha casa para comprar pão fresco e outras miudezas.

Enquanto espero uns minutos, até que o pão saia do forno, sou atraído pelo alvoroço de duas crianças, que brincam com um carrinho de compras ainda meio cheio. A mãe aproxima-se. Antes de depositar no carrinho o que traz na mão avisa:

- Vá lá, meninos! Agora tenham cuidado porque vou por os ovos...

Troco um sorriso cúmplice com a empregada da padaria.