quinta-feira, 15 de março de 2018

Memórias em vinil (CCCLVIII)

Boa noite!

OLÁ Direitos do Consumidor! Sorriam para a fotografia, sff



Há uma série de  direitos sectoriais plasmados  nas leis de cada país, ou em Convenções e Acordos Internacionais, que apenas servem para maquilhar a face das democracias ocidentais e embelezarem a fotografia.
É o caso, por exemplo, dos direitos do consumidor cujo Dia Mundial hoje se assinala.
Tempos houve em que estes direitos eram respeitados mas, quando a sua aplicação começou a doer às empresas, o poder económico tratou de convencer o poder político a varrê-los para debaixo do tapete.
Hoje em dia, a defesa e  protecção do consumidor em Portugal e na Europa  é encarada  como uma bizantinice de uns quantos parolos como eu que, embora já não acredite na  aplicação universal dos direitos dos consumidores, reconhece que servem para resolver situações pontuais.
Acima de tudo, acredito que a melhor protecção do consumidor se faz promovendo o consumo ético  e sustentável. Como facilmente se demonstra pela actuação de algumas empresas, pelo comportamento néscio de muitos consumidores e pela indiferença do Estado, ética e sustentabilidade são duas batalhas perdidas. Mais grave ainda é que a comunicação social tenha deixado de dar importância a estas questões, limitando-se a reproduzir aquilo que a DECO lhes impinge. Mas que se pode esperar de uma associação de defesa do consumidor que recorre às técnicas de marketing que outrora combateu, para promover os seus produtos?
Nunca fui adepto do princípio “ se não consegues combater o inimigo junta-te a ele”, pelo que considero a actuação da EDIDECO absolutamente vergonhosa e lamento que o Estado encolha os ombros perante as práticas da empresa/associação.

Como pretendo  ser até ao fim um lutador pela protecção do ambiente e dos consumidores,  nos próximos dias irei escrever sobre empresas camaleão  que fazem dos CTT uma empresa exemplar, de empresas municipais que agem com dolo, de empresas de serviços de interesse público geral que zombam dos tribunais e de outros casos que merecem ser noticiados, para percebermos o lamaçal que é, hoje em dia, a defesa dos direitos do consumidor.

Este país não é para levar a sério

E quando chegar Junho, com o alto patrocínio de S.EXª o Presidente da República, quem não tiver feito a limpeza terá a condescendência merecida e não haverá multas para ninguém. Se os fogos forem outra vez devastadores, há sempre um ministro a quem culpar e um PR a exigir a sua demissão.

Este país, onde tudo o que de mau acontece é culpa dos governos e as coisas boas são mérito dos privados, não é para levar a sério. Lamentável é que o PR seja da mesma opinião.

A cobardia da Europa



Escrevi  há umas semanas um post sobre a  actuação de Erdogan na Síria e o silêncio cúmplice da Europa ( ler aqui) 
Quando a Turquia prepara o assalto final a Afrin, as televisões continuam a empanturrar-nos com notícias sobre  Ghouta, enquanto de quando em vez nos lembram , em rodapé, o miserável ataque de Erdogan ao Curdistão, com a consequente ocupação de uma parte da Síria.
Os países europeus, com excepção da França,optam pelo silêncio e não fazem uma única crítica a Erdogan. Na ONU ninguém pede uma reunião de emergência para condenar a Turquia.
 Já não se trata de hipocrisia da Europa. É mesmo cobardia!