quinta-feira, 1 de março de 2018

Memórias em vinil (CCCXLVII)

E hoje continua a chuva...de prata.
Boa noite!

Chegou a hora do vale tudo

AVISO PRÉVIO
Antes de correrem para a caixa de comentários, a denegrir o FC do Porto, é melhor lerem o post anterior e seguirem o link, porque este post não caiu aqui de pára quedas, nem na sequência de um momento de mau humor da minha parte


Tendo esta notícia origem no jornal do SLB, perdão, na "A Bola", a única coisa que me sugere é perguntar se aquele jogo que o SLB comprou ao Estoril, para poderem jogar no Algarve e assim conquistarem um campeonato que lhes fugia há muitos anos, também está a ser investigado. 
Eu andava admirado, por o pasquim desportivo ( foi um grande jornal, em tempos que já lá vão...) ainda não ter começado a campanha para desacreditar o trabalho de Sérgio Conceição, mas percebo que a escolha da véspera do jogo com o Sporting é uma data bem escolhida para os propósitos do clube do coração daquela  gente.
Não precisavam de tanto zelo, camaradas, porque quem fez a denúncia anónima, já garantiu que a exemplo do que aconteceu no FC do Porto/SLB, no Aves/FC do Porto ou no Moreirense/FC do Porto, os Dragões não vençam o jogo.
O que eu sei é que ontem, em Liverpool, o FC do Porto eliminou a equipa da casa da International Cup, troféu que os Dragões conquistaram na época passada, enquanto o SLB foi eliminado da fase de grupos.
O que eu sei é que na semana passada o FC do Porto eliminou o vencedor da Youth League da última época ( que esta época eliminou o Sporting) enquanto o SLB foi eliminado na fase de grupos.
O que eu sei é que o SLB fez ZERO pontos na Liga dos Campeões, cotando-se como a pior equipa portuguesa de sempre nas competições europeias, enquanto FC do Porto e Sporting, com grupos onde estavam equipas bem mais fortes, se apuraram ( O SCP para a Liga Europa).
Creio que isto chega para demonstrar que em provas onde não haja colinho de árbitros, governos, instituições desportivas e imprensa, o Benfas nada ganha, mas por cá, com todos esses colinhos que não são investigados, porque os juizes "sorteados" são quase todos do Benfas, a agremiação do bairro da Luz é a grande conquistadora de troféus. CHEGA DE POUCA VERGONHA!
Concordo com quem diz que o futebol já mete nojo, mas não culpem apenas os dirigentes e comentadores pela podridão que grassa no futebol.


A Justiça segundo Pinto Monteiro





As "revelações" de Pinto Monteiro, na entrevista de hoje ao "Público", não me surpreenderam absolutamente nada, mas vale a pena lê-la para acabar com certos mitos. Há muito tempo que digo que a justiça é uma roleta russa e quem tem a arma faz uma escolha selectiva dos alvos a atingir, antes de premir o gatilho. 
A promiscuidade entre jornalistas e MP, ou a aplicação da justiça de acordo com critérios partidários e/ou clubísticos também salta à vista do cidadão comum. Resta saber se algum dia alguém terá coragem para acabar com os telefones directos entre magistrados, polícias e jornalistas. Enquanto essa promiscuidade existir, a discussão sobre a figura de PGR é absolutamente estéril, pois a apreciação que se fizer do seu trabalho assentará sempre em critérios políticos e/ou clubísticos. E é bom lembrar que o sindicato dos magistrados do MP tem um considerável poder para condicionar essa apreciação.

Ó Cristas, Ó Cristas, tanta malandrice à vista!




Ontem, durante o debate quinzenal, Assunção Cristas atacou António Costa por causa da limpeza das matas. 
Por vias travessas, depois de várias acusações ao governo, questionava a líder centrista o dever dos privados na limpeza das matas, sugerindo que essa tarefa devia ser da competência do Estado. 
António Costa reagiu acusando Assunção Cristas de nada ter feito para fazer cumprir a legislação de 2006 e lembrou que "é aos privados que compete fazer a limpeza do espaço florestal privado".
É verdade que se o governo em funções tivesse sido mais rigoroso na fiscalização do cumprimento da legislação em vigor, os incêndios de 15 de Outubro não teriam tido aquelas proporções.
Em primeiro lugar, porque as autarquias teriam desempenhado as tarefas  que a legislação lhes atribui em vez de, 10 anos depois de a legislação ter entrado em vigor, virem reclamar que não têm dinheiro.
Em segundo lugar, porque as pessoas não arriscariam  violar a lei fazendo queimadas com aquelas condições atmosféricas.  
Finalmente, se a lei fosse integralmente cumprida, os senhores Párocos que em conluio com  os autarcas andam a patrocinar romarias incendiárias, teriam mais recato nas manifestações de fervor religioso, deixando de acoplar às procissões o habitual foguetório incendiário. 
O busílis na interpelação de Cristas porém, não é esse.  É a insistência da direita em submeter o Estado aos superiores interesses dos  privados.  Para a direita, os privados devem ficar com o lombo e o Estado com o osso.
Ao fim e ao cabo a mesma postura que PSD e CDS têm relativamente aos subsídios ao ensino privado, enquanto se opõem de forma veemente à distribuição gratuita de livros no ensino público.