terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXLV)






Se encontrarem algum melhor,avisem-no, por favor..Boa noite!  

Como se faz um filho da puta?




Por muito que custe admitir à senhora Merkel e a outros lideres europeus, foi a  Europa que construiu este monstro.

As mulheres vêm equipadas com um órgão da mentira?




Quando escrevi sobre essa cena, prometi-vos que um dia viria aqui explicar porque adivinhei o conto que eles estavam a ler e lançar-vos um desafio.
O conto do livro "Homens sem Mulheres", de Haruki Murakami, intitula-se "Um órgão independente".
(Haruki Murakami esclarece que se trata de um conto real com personagens reais, pelo que lhe deve ser dado o consequente crédito)
A personagem central é o doutor Tokai  que um dia terá exposto a Murakami uma deveras interessante teoria sobre as mulheres.
Diz o autor que Tokai que todas as mulheres nascem com um órgão independente concebido para mentir. Passo a citar ( sublinhados meus):
" Quanto ao tipo de mentiras, em que circunstâncias mentem e como o fazem, varia de mulher para mulher. Mas todas mentem quando chega a hora, sobretudo tratando-se de assuntos sérios. Também mentem sobre problemas de lana caprina como seria de esperar mas, acima de tudo, não hesitam em contar uma peta em assuntos da maior importância.E quando isso acontece a maioria não muda de expressão nem de tom de voz. Porque não são elas que mentem: é o órgão independente que mente por sua alta recreação. Daí que a mentira- salvo raríssimas excepções- não lhes pese na consciência nem as impeça der dormir um sono tranquilo".
Os leitores já terão percebido a razão de a conversa entre os jovens ir extremamente animada. Ora, para animar um bocadinho a caixa de comentários do CR, sugiro-vos que dêem a vossa opinião sobre a teoria do doutor Tokai.
Suspeito, também, que algumas daquelas mulheres de preto que se dizem vítimas de assédio sexual tenham recorrido ao auxílio daquele órgão, para esconder que foram elas a propiciar o assédio através da sua actuação Pessoalmente, confesso já ter sido vítima desse "órgão independente" em diversas situações
Se algum leitor quiser partilhar a sua experiência de vítima desse órgão, esteja à vontade. A caixa de comentários é sua.



A Epifania





"Não foi plágio, é igual"- diz António Vitorino de Almeida sobre a canção de Diogo Piçarra que venceu a segunda meia final do Festival da Canção.
Na verdade, até uns ouvidos duros como os meus percebem logo que a canção de Diogo Piçarra é decalcada de um hino da IURD.
O jovem músico diz que foi coincidência mas, diz-me a experiência, coincidências como esta não existem. 
A minha teoria é que  alguém levou Diogo Piçarra, em criança, a umas cerimónias da IURD. O puto assimilou os acordes e, um dia mais tarde, sem saber como, aquilo veio-lhe à cabeça.
Não estou a ser irónico. Isso pode perfeitamente acontecer. No entanto, se a minha teoria estiver errada, só encontro uma explicação: Diogo Piçarra teve uma Epifania e os acordes da sua canção festivaleira foram-lhe revelados por Edir Macedo.
E fico-me por aqui, pois a terceira hipótese ( Diogo Piçarra pertencer à IURD e estar a tentar um golpe publicitário) é demasiado perversa.
Uma coisa é certa: por uma questão de honra, Diogo Piçarra já devia ter retirado a canção. Como não o fez, deve ser a RTP a tomar essa decisão. Para preservar a credibilidade de um Festival que estava de rastos e ano passado conseguiu reabilitar. 
Se a canção de Diogo Piçarra fosse à final e, na pior das hipóteses, a nova versão do hino da IURD fosse escolhido para representar Portugal, seria um descrédito para  RTP e para o país.
Por tudo isto, Diogo Piçarra, seja homenzinho e faça o que qualquer Homem no seu lugar faria.