quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXV)

Acabou o Carnaval, mas a música brasileira ainda vai ficar por aqui alguns dias para recordar alguns sucessos. Como este de Sandra Sá, por exemplo.
Boa noite!

O PARAÍSO ESTÁ EM CRISE!




Durante as décadas de 80 e 90 passei várias vezes férias nas Maldivas. Creio que nunca estive tão perto da noção  que tenho de Paraíso como lá. (À Patagónia ou Terra do Fogo, falta aquela temperatura ímpar do ar e da água).
Lembro-me de num dia de Natal, ver o Pai Natal chegar de barco e atracar no cais do hotel, deixando a criançada em êxtase. Éramos ainda poucos, espalhados pelos bungallows em cima da água
No início do século XXI apercebi-me que o Paraíso começava a ficar conspurcado e demasiado populoso para o meu gosto. 
Aquele recatado café em Malé, longe do Paraíso,  onde por vezes ia de manhã para escrever, tornou-se um ponto de atracção turística e as lojas onde parava para amena cavaqueira tornaram-se locais assépticos e globalizados.
Apesar de tudo, solto um lamento quando leio notícias que dão conta da grande crise política que está a atingir as Maldivas. 
Nunca é  bom agoiro, quando uma crise atinge o imaculado Paraíso.

Os Brandos Costumes nas revistas cor de rosa

Parece-me de extremo mau gosto que uma dessas revistas de mexericos, a que se convencionou chamar cor de rosa, tenha publicado na capa, em grande destaque, um caso de aparente negligência das autoridade.
Reduzindo a notícia ao essencial:
Bárbara Guimarães foi apanhada hã três meses a conduzir com uma taxa de alcoolemia de 2,8%. Não sei se foi na mesma  noite em que foi apanhada  depois de embater com o jeep, onde levava a filha menor, no banco traseiro.
Não me interessa e -  repito-  considero nojento que uma revista  tenha fotografado a apresentadora da SIC a conduzir o seu veículo, quando devia estar inibida de conduzir.
Se trago este caso à colação, é com um único intuito. Como não acredito que  Bárbara Guimarães tenha sido perdoada ou esteja a ser protegida pelas autoridades,  não me surpreende que a maioria dos condutores apanhados em infracções graves continue a conduzir descansadamente nas estradas portuguesas, porque a única coisa que preocupa seriamente as autoridades é punir  os condutores apanhados com excesso de velocidade.


Em tempo: por mero acaso encontrei este post publicado em 2009 que, em certa medida, contradiz o que escrevo hoje, sobre a protecção das autoridades a algumas figuras públicas, mas tenho consciência de que os tempos eram outros. Ora leiam:


Carolina Salgado deixou de ter direito a segurança privada, paga por todos os portugueses, com o beneplácito da srª Procuradora Maria José Morgado. A causa? Aparentemente a última cena de ficção da Vidente do Monte da Virgem, cujo cenário foi uma quinta no Alentejo de onde se recusa a sair. A causa remota, porém, estará relacionada com o facto de os seus seguranças ( pagos pelo erário público, repito...) terem impedido que fosse sujeita a controlo de alcoolemia quando teve aquele acidente às 4 da manhã na ponte da Arrábida e que motivou a sua retirada para o Alentejo a fim de escrever mais um livro.Presumo que o CM chore amargamente a desdita da sua colunista que escreve através de um “ghost wtiter”