terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXVI)

Não me interpretem mal, por favor
Boa noite!

Globalização também é isto

O que lhe lembram os nomes Galo, Bolinha e Vassoura?
Figuras de banda desenhada? 
Nomes de candidatos a eleições municipais no Brasil?
Morno...
Na verdade  não são figuras de banda desenhada nem (por agora...) candidatos a eleições. São cidadãos brasileiros naturalizados azeris e jogam futsal pela selecção do Azerbeijão que hoje defrontou Portugal no Europeu da modalidade.
Esta conjugação proporcionou alguns nacos de boa disposição durante a transmissão do jogo no canal da RTP 1:
"Galo atira ao poste!"
"Vassoura entrou de chancas!"
" Bolinha quis arredondar o lance e perdeu a oportunidade de remate..." 
No final, vitória  dos portugueses sobre os azeris, com 5-1 ao intervalo


Fundamentalismos no feminino



As neo feministas  colocaram Hilas e as Ninfas no Index


Parece não terem fim as acusações de vítimas de assédio sexual. Algumas que devem ser levadas a sério, mas outras de um ridículo atroz. O caso da mulher que admitiu ter concordado em manter relações sexuais com um fulano, mas apresentou queixa porque ele lhe apalpou as mamas enquanto faziam sexo e ela não queria, é um exemplo paradigmático do exagero a que se chegou.
Por vezes penso que regressámos ao Mccarthysmo, tal é a fúria persecutória dos movimentos que se formaram nos EUA e já  atravessaram o Atlântico.
O "Me Too" e o "Time's Up" ultrapassaram a fase da acusação e denúncia de predadores sexuais e entraram numa espiral fundamentalista abjecta.
Pretender que sejam colocadas no Index obras de realizadores de cinema, escritores, pintores, escultores;
Exigir que sejam retiradas obras de arte de exposições ( o caso mais recente foi a exigência da retirada de um quadro de Balthus do MET) porque alegadamente menorizam a mulher;
Querer impedir uma retrospectiva de filmes de Roman Polanski ou censurar quem trabalha com realizadores como Woody Allen, tratando-os como inimigos da sua causa...entra no mundo da loucura paranormal e começa a ter conotações perigosas com o fundamentalismo islâmico.
Eu não quero viver num mundo de talibãs invertido, governado por um grupo de loucas varridas e frustradas. Quero olhar para uma mulher como minha igual, com os mesmos direitos ou deveres e não como objecto. Quero conviver civilizadamente com mulheres  mas recuso dialogar com mulherio que promove campanhas de castração cultural, com o argumento de que a arte  menoriza a mulher.
No entanto, o que mais me espanta, é  não ver/ler/ouvir  no meio de tanto alarido e histeria, acusações a Trump, nem exigências para que se acabe com espectáculos degradantes como as Miss Universo, Bumbum, Tshirt  molhada e toda a parafernália de passatempos estivais, que  ocorrem todos os anos em estâncias balneares ( e não só...) sempre muito concorridas por gente de ambos os sexos.
As fundamentalistas contentam-se com estas acções ridículas e incoerentes?

Momento de fino recorte literário

Ontem, Bruno Carvalho falou aos sportinguistas e deu-lhes uma garantia:
" Eu não durmo com um olho aberto. Durmo com os três olhos fechados!"
Depois do chorrilho de palavrões de LFV durante a AG do SLB, Bruno Carvalho quis mostrar aos seus consócios que também em matéria de vernáculo, os presidentes dos clubes da segunda circular discutem  a liderança.