segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXIII)

Para começar a semana embarquemos numa viagem interplanetária  com os Shocking Blue.
Boa noite e boa semana

S. Bento: do circo para o casino




Já sabíamos que, não raras vezes, a AR se transforma num verdadeiro circo.
Agora(?) ficámos a saber que, de quando em vez, também se transforma num casino onde a batota impera, com a anuência e concordância de todos os partidos.
A bem da verdade já se sabia da batota há muitos anos .Em 2007, no blog colectivo AlémdoBojador, onde eu escrevia, denunciei a situação que ontem o DN deu a conhecer e Rui Tavares hoje replicou no "Público" (seguir o link acima). 
Dez anos depois de eu ter levantado a questão e 17 após o acordo dos partidos para legalizar a batota, alguém se lembrou de trazer o assunto à colação. Mais vale tarde do que nunca...

Dói-me aqui, senhor doutor!

FOTO RR



Não me vou pronunciar sobre a proposta da Ordem dos Médicos  para acabar com os atestados médicos até 3 dias, porque não tenho informação suficiente sobre o assunto.
De qualquer  modo há três coisas que me preocupam:
1- Saber que as urgências dos hospitais seriam reduzidas em cerca de 20% (ainda mais à segunda-feira, dia de maior afluxo) se os médicos fossem dispensados de passar esses atestados.
Eu já suspeitava que os portugueses adoecem muito mais à segunda-feira do que nos outros dias da semana, mas não imaginava que o impacto nas urgências fosse tão elevado.
Isto é grave, porque pessoas que vão às urgências para pedir um atestado para uma constipação ou uma diarreia, estão a prejudicar quem está realmente doente.

2-Igualmente grave e preocupante é ouvir o Bastonário dos Médicos dizer que um médico não pode recusar um atestado a um doente que se queixa de uma dor de cabeça, ou de estômago.
A sério, senhor Bastonário? Não pode mesmo? Mas ao menos podia explicar a este ignorante porquê?


3- Leio que os médicos estão contra a proposta do seu Bastonário. O título da notícia é enganador, pois foi um médico do centro de saúde de Gouveia que emitiu essa opinião, mas serve de pretexto para colocar outra questão: aqueles médicos que viviam de passar dezenas de atestados médicos por dia já se reformaram? E, já agora, qual é a posição do Bastonário sobre estes profissionais de saúde, cujos nomes  toda a gente conhecia? Quer mandá-los para o desemprego?